Vai ter clima para uma reforma?

A equipe econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes, pretende enviar nesta semana a sua proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional. A intenção é acelerar a agenda de reformas, sinalizar para a sociedade que o governo não está parado e reverter o cenário de melancolia que marcou a economia após a divulgação do PIB de 2019. 

A questão é que a reforma vai ser encaminhada em meio a um cenário de animosidade entre o Executivo e o Legislativo. As relações entre os dois Poderes, que já não iam bem, azedaram ainda mais depois de o presidente Jair Bolsonaro convocar a população a participar dos protestos marcados para o dia 15, próximo domingo. “O político que tem medo de movimento de rua não serve para ser político”, disse Bolsonaro.

O que vem incomodando os parlamentares é que a pauta das manifestações faz críticas ao Congresso e ao Judiciário, por isso alguns enxergam nesses atos uma ameaça às instituições democráticas do país. “Todos sabem que o ato do dia 15 visa constranger o Congresso e o Supremo. A convocação de Bolsonaro para esse evento é fato gravíssimo”, disse no Twitter o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Saiba mais sobre a nova tensão com o Congresso: http://bit.ly/3aBnsfI
 
O apoio de Bolsonaro aos protestos ocorreu logo depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dizer que que o entorno do governo tem uma estrutura para “viralizar o ódio” por meio de fake news e que Bolsonaro afasta investidores ao gerar incertezas sobre seus compromissos com a democracia e o meio ambiente. Leia mais: http://bit.ly/39DgCpO
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Uma eventual falta de apoio do Congresso não será o único entrave para a reforma tributária. Um grupo de empresários defende que sejam feitas mudanças apenas leves no sistema de tributação brasileiro. “Nossa visão é que esse não é o momento para fazer mudanças profundas”, opina Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo. Também integram esse grupo o economista Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal, e o empresário Flávio Rocha, das lojas Riachuelo

A reação evidencia um fenômeno recorrente no Brasil: se é consenso que o sistema é excessivamente complexo, também é verdade que essa complexidade é resultado de uma rede de interesses que vem há mais de duas décadas travando uma reforma mais profunda. Quer saber mais? Leia aqui: http://bit.ly/39AfenV
 
O coronavírus continua fazendo estragos em diversos setores da economia. Entre as empresas mais afetadas estão aquelas que dependem de peças importadas da China, caso da Multilaser. Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser, disse ao 6 Minutos que já estão faltando componentes para produzir smartphones e notebooks. Daqui a alguns dias, outras linhas de produção, como a de tablets, também podem parar por falta de insumos.

Para lidar com essa situação, a empresa planeja dar férias coletivas para os cerca de 2.000 funcionários das fábricas de Extrema (MG) e Manaus (AM). Segundo Ostrowiecki, o consumidor sentirá no bolso os efeitos dessa paralisia na produção: os produtos chegarão mais caros ao mercado, impactados também pela alta do dólar. Quer saber quais são os outros efeitos colaterais? Leia aqui: http://bit.ly/2VRteWx
Encontrar álcool em gel e máscaras no comércio se transformou em uma missão impossível para o consumidor brasileiro após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no país. Um fator que explica a falta desses itens é o aumento da demanda interna e das exportações. Países que também estão passando por surtos começaram a buscar esses insumos em outros locais, inclusive aqui no Brasil.

Os fabricantes também foram pegos de surpresa e tentam se ajustar ao novo cenário. A CNA (Companhia Nacional de Álcool), dona das marcas Cooperalcool e Zulu, criou um segundo turno de produção na fábrica de Piracicaba (SP), e já planeja o terceiro turno. O problema é que já começam a faltar embalagens para o álcool em gel, o que trava a produção. Saiba mais sobre essa situação: http://bit.ly/2VTvIU6
A jornalista brasileira Fabiana Seragusa, que mora na província italiana de Pavia, a 46 km de Codogno, município considerado o epicentro do surto italiano do Covid-19, contou ao 6 Minutos como é viver ameaçada de perto pela doença. Não são apenas o álcool em gel e as máscaras que sumiram. Também começam a faltar alimentos e água mineral, porque as pessoas começaram a estocar depois de terem sido orientadas a não sair de casa.

Ela diz que jogos de futebol, shows, festas populares, missas foram cancelados. Mais cidades italianas foram colocadas em quarentena neste fim de semana. Quer saber mais? Clique aqui: http://bit.ly/3cGiXCh
 
A entrada em vigor do cadastro positivo levou milhares de brasileiros a se perguntar: como faço para melhorar a minha nota de crédito, também conhecida como score (termo em inglês)? Daniel Arraes, diretor de desenvolvimento de negócios da FICO para a América Latina, empresa americana que desenvolveu um dos modelos de score mais utilizados no Brasil e nos Estados Unidos, diz que a busca por crédito pode derrubar a nota do consumidor. Quer saber quais são os outros quesitos que interferem na nota? Leia aqui: http://bit.ly/2PXuzXM
 
O fundador da XP, Guilherme Benchimol, divulgou neste domingo uma nota em seu perfil no Instagram rebatendo as acusações feitas por um investidor vendido (apostando na desvalorização das ações da corretora). Em seu site de relações com investidores, a XP diz que o relatório está “cheio de erros” e demonstra falta de conhecimento sobre as diferentes regras contábeis exigidas pelo Banco Central do Brasil e pelo IFRS (o padrão contábil internacional).

As ações da XP caíram mais de 13% na sexta-feira após de vir à tona relatório feito pelo investidor Nick Winkler, do escritório The Wrinkler Group, que aponta supostas inconsistências apresentadas nos documentos da oferta pública inicial (IPO) da XP na Nasdaq. Quer saber mais? Leia aqui: http://bit.ly/2PZ6Vue
 
A quem você recorre quando tem uma dúvida sobre a declaração do Imposto de Renda? Acredite se quiser, mas muita gente procura no Google soluções para suas perguntas sobre o imposto. A pedido do 6 Minutos, o Google levantou quais são as perguntas sobre IR que as pessoas mais fazem. A principal delas é sobre quem precisa declarar. O IOB respondeu a essas e outras questões. Veja quais são as respostas: http://bit.ly/2wDWeGI