Teste pra cardíaco

A queda de 7% do Ibovespa na volta do Carnaval, em razão do aumento do alcance do coronavírus no mundo e de seus efeitos na economia, deixou um clima de tensão entre investidores que são pessoa física, muitos dos quais experimentando uma crise pela primeira vez. Gestores experientes passaram o dia reforçando a mensagem de que a bolsa é um investimento de médio e longo prazo e que, portanto, é preciso lembrar qual o seu objetivo com a aplicação financeira antes de tomar decisões. É prematuro sair vendendo ações para estancar a perda ou sair comprando antes que os impactos do coronavírus sejam minimamente estimados. E é essa a recomendação consensual de analistas: o momento requer sangue-frio e paciência. Leia mais sobre as dicas dos especialistas: http://bit.ly/3a7pjZn
Para quem gosta de marcas, o Ibovespa teve a maior queda desde o “Joesley Day”, quando caiu 8,8% em maio de 2017 no dia seguinte à divulgação da conversa pouco republicana entre um dos donos da JBS com o presidente Michel Temer. Ontem, as empresas do Ibovespa perderam o equivalente a R$ 290 bilhões em valor de mercado, segundo a consultoria Economatica. Mas engana-se quem pensa que a queda foi apenas generalizada: houve um elo ligando as ações que mais caíram. Elas representam empresas cujos negócios são impactados mais fortemente pelo avanço do coronavírus, como companhias aéreas e de turismo, empresas que exportam commodities para a China e do setor de saúde. Saiba mais: http://bit.ly/3a6CZ72
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Guerra comercial, ameaças de redução na oferta de petróleo, fim de políticas de estímulo pelos maiores bancos centrais: nos últimos anos, não faltaram ameaças para a saúde da economia global, mas elas não impediram que os mercados acionários mantivessem a sua trajetória de valorização e de pontuação recorde, principalmente nos Estados Unidos.

Mas com o coronavírus parece ser diferente. Não é por acaso. Existem razões para explicar por que esta crise é diferente das anteriores. Uma delas é que o surto está paralisando a produção de companhias na China e em outros países em uma tentativa de conter a propagação da doença. Isso cria um fenômeno conhecido como choque de oferta. São eventos que não são solucionados com juros mais baixos dos bancos centrais ou injeção de recursos pelos governos. Conheça outros motivos que tornam o coronavírus tão ameaçador para a economia global: http://bit.ly/3cfMnr0
Quais os efeitos do coronavírus para a economia brasileira? Para analistas consultados semanalmente pelo Banco Central, as perspectivas são menos favoráveis do que há um mês, quando a projeção consensual apontava para um crescimento de 2,31%. Na última semana, antes do agravamento da crise do coronavírus, a estimativa caiu para 2,20%: http://bit.ly/2T06pxZ

Hoje a safra de balanços do quarto trimestre será retomada com a divulgação antes da abertura do mercado dos resultados da Ambev, uma gigante do setor de consumo. Em seguida, haverá teleconferência com a diretoria. As ações da maior empresa de bebidas do país caíram “apenas” 2,65% ontem, o terceiro melhor desempenho do Ibovespa. Sinal da avaliação de que o consumo interno será menos afetado? O 6 Minutos acompanha a divulgação.
A preferência por ações de empresas ligadas ao consumo é compartilhada pela maior gestora de recursos do mundo, a BlackRock. Em entrevista ao 6 Minutos, Edward Kuczma, gerente de portfólio para o mercado de ações na América Latina da gestora americana, conta que aumentou a exposição a varejistas e empresas ligadas a consumo no Brasil. Saiba mais sobre a sua visão e as oportunidades que enxerga para o país: http://bit.ly/2Pt8ekZ
A quinta-feira também servirá para avaliar o grau de dissensão entre o presidente Jair Bolsonaro e deputados e senadores e se isso pode de alguma forma ameaçar a tramitação de reformas consideradas fundamentais para o crescimento econômico, como a administrativa e a tributária. A revelação de que o presidente ajudou a promover, em trocas de mensagens, movimentos populares marcados para 15 de março contra o Congresso causou indignação ontem entre lideranças dos partidos e no STF, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro do Supremo Celso de Mello.  
Liberdade de expressão ou lucro? Para a maioria dos acionistas da Apple, a segunda alternativa é mais importante. É o que se depreende da votação ontem em que rejeitaram que a companhia cofundada por Steve Jobs assumisse compromisso público em respeitar a liberdade de expressão como um direito humano. Era uma referência ao episódio em que a Apple decidiu retirar da sua loja virtual na China aplicativos que permitiam driblar a censura do governo local. Saiba mais sobre o caso: http://bit.ly/2TjQcm7