Quem dá mais?

De R$ 200 para R$ 600. O valor aprovado por deputados federais na noite de ontem para o pagamento mensal a trabalhadores informais em razão da pandemia do coronavírus foi exatamente o triplo do sugerido inicialmente pelo governo, há uma semana.

A despeito das falas do presidente Jair Bolsonaro minimizando a gravidade da infecção –a última frase de efeito foi que o brasileiro pode mergulhar no esgoto que “não pega nada”–, o fato é que o chefe do Executivo está preocupado, se não com a saúde pública, com sua popularidade.

Uma espécie de leilão ocorrido nesta quinta-feira ilustrou isso. Durante a tarde, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, havia defendido um valor de R$ 500 para o “coronavoucher”, como a ajuda está sendo chamada. No começo da noite, Bolsonaro não deixou por menos e afirmou que autorizou a aprovação de um montante maior, de R$ 600.

Leia mais aqui: https://bit.ly/33SVAS3
 
O texto, que prevê que a assistência seja recebida por no máximo duas pessoas da mesma família, segue agora para o Senado. A dúvida que fica é a celeridade com que o benefício será recebido pelos autônomos: até agora, de cada R$ 100 anunciados pelo governo para o enfrentamento da pandemia, R$ 64 não saíram do papel: https://bit.ly/2xu8n14
 
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O sigilo médico deveria valer para Bolsonaro, em um momento em que a pandemia de coronavírus se espalha pelo Brasil e em que há suspeitas sérias de que o presidente da República tenha contraído (e possivelmente passado para a frente) a infecção?

A resposta, na avaliação de juristas consultados pelo 6 Minutos, é que não. Isso porque o artigo 37 da Constituição prevê que a administração pública deve obedecer aos princípios da publicidade (ou seja, transparência).

Em outras palavras, a população tem direito a saber o estado de saúde do ocupante do cargo máximo do país, em especial quando o que está em jogo é uma doença extremamente contagiosa: https://bit.ly/3bsIqOf
 
A bolsa pode ter subido ontem pelo terceiro dia consecutivo a reboque dos mercados externos, mas a verdade é que a economia da vida real já dá sinais de agonia como resultado da quarentena necessária ao combate da infecção.

Prova disso é que o faturamento das compras com cartão de débito no comércio de vestuário já registra queda de mais de 90%. No caso de bares e restaurantes, o tombo é de 69%, mostram dados de um levantamento da Elo, uma das maiores bandeiras de cartões do país.

Saiba os detalhes aqui: https://bit.ly/2JgUt54
 
As primeiras notícias sobre demissões já começam a aparecer. O grupo IMC, que administra as franquias da Pizza Hut, KFC e Frango Assado, mandará embora 2,1 mil funcionários: https://bit.ly/2wvYFvl
 
Ninguém entendeu. O Banco Central revisou ontem sua previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2020, o que já era esperado. O que provocou estranhamento é que, pelos novos cálculos, a economia brasileira não deve crescer mas também não deve cair neste ano em relação a 2019, na contramão das estimativas de bancos e consultorias, que preveem queda.

Segundo economistas ouvidos pelo 6 Minutos, o BC teve cautela, e está esperando o cenário ficar mais claro para fazer uma projeção mais acurada. “A ideia foi indicar uma previsão mais realista do que a última divulgada, de avanço de 2,2%. Mas não quiseram gerar grandes comoções”, analisa José Marcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos.
Veja mais: https://bit.ly/33MZwnz
 
Onde a bolsa de NY vai, o Ibovespa vai atrás. Durante a crise que estamos vivendo, a correlação entre o Ibovespa (índice da bolsa brasileira) e o S&P 500 (índice da bolsa de Nova York) subiu de 50 pontos para 90 pontos, a maior desde 2008.

Isso acontece porque desde que o coronavírus se tornou um problema sem precedentes, os mercados financeiros estão apavorados, e o clima de pânico diminui a racionalidade nas bolsas. Em situações de estresse, é normal que o comportamento padrão seja o de manada — quando um mercado vai para cima ou para baixo, todos os outros começam a seguir a mesma direção: https://bit.ly/3bxkFVt
 
Para ajudar pequenos negócios que fecharam as portas na contenção do coronavírus, o 6 Minutos elaborou um guia de sobrevivência financeira.

Para isso, conversamos com o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com o Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e com o especialista em recuperação, reestruturação operacional e financeira de empresas, Artur Lopes, sócio da IWER Capital.

Avaliar o potencial do seu negócio funcionar pela internet, manter o contato com a clientela e aprimorar o atendimento a domicílio são algumas das dicas: https://bit.ly/2WLaI2v
Fique de olho
Celesc, Cogna, Eletrobras, Ser Educacional (antes da abertura do mercado) e Restoque (depois do fechamento) divulgam os resultados do quarto trimestre.

Às 8h, a FGV divulga a Sondagem da Indústria em março.

Às 9h, o Banco Central divulga o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) de janeiro.

Às 10h30, o Banco Central divulga os dados do mercado de crédito no país em fevereiro.
 
After market
SUPERAÇÃO – Uma boa pedida para enfrentar esses dias tensos de quarentena é maratonar a série “A Vida e a História de Madam C.J. Walker”, que está na Netflix. A produção conta a história real da primeira milionária negra dos Estados Unidos. Nascida filha de escravos, casou para fugir da pobreza e foi abandonada pelo marido quando seu cabelo começou a cair por causa de alergias. Lavadeira, desenvolveu uma linha de produtos capilares que começou a fazer sucesso e montou um império.
Se interessou? Veja o trailer aqui: https://bit.ly/2WNMZyO

CAPACITAÇÃO EM CASA – Uma dica de cursos que podem ser feitos através da internet para quem está em casa: a USP (Universidade de São Paulo) disponibilizou 8 cursos online gratuitos através da plataforma Coursera, que abordam temas como criação de startups, introdução à ciência da computação e macroeconomia, entre outros.
Aqui vai o link: https://bit.ly/2QRnFEe