Parou geral

A ficha parece finalmente ter caído. O governo anunciou uma série de medidas para tentar minimizar os efeitos devastadores do coronavírus sobre a economia. O problema é que o remédio para conter a sangria de empregos traz sacrifícios pesadíssimos para quem ainda tem carteira assinada. É a permissão para que as empresas reduzam a jornada e os salários de seus funcionários em até 50%. A medida, que seria aplicada para evitar demissões, vai derrubar ainda mais o poder de consumo das pessoas em um momento de desaceleração global. Saiba mais sobre o chamado pacote anti-desemprego: http://bit.ly/3b8qEjb

A preocupação com os efeitos do coronavírus sobre a economia é mais que emergencial. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) estima que 25 milhões de empregos podem ser eliminados em todo o mundo por conta da pandemia. No Brasil, as empresas já começam a buscar alternativas para a redução da atividade. A General Motors e a rede de cinemas Kinoplex vão dar férias coletivas para seus funcionários. Já o Cinemark negocia a abertura de um plano de demissão voluntária. Leia: http://bit.ly/2xQv7ZA

Para o presidente da ABRH (associação brasileira de recursos humanos), Paulo Sardinha, mesmo as empresas mais saudáveis devem suspender as contratações. “Hoje, elas não sabem nem onde colocar seus funcionários. Não faz sentido contratar uma pessoa para ficar em home office.” Antes de pensar em demissões, que também custam caro, Sardinha recomenda que as empresas lancem mão de outras medidas, como férias antecipadas, licença não remunerada e jornada parcial de trabalho. Leia mais sobre o novo cenário de RH: http://bit.ly/3baeNku
 
Quem não parou vai parar. Shopping centers, academias e lojas de serviços não-essenciais vão ser obrigados a suspender suas operações para conter a propagação do coronavírus. Em São Paulo, os shoppings terão de fechar suas lojas até segunda-feira. Na cidade de São Paulo, só poderão funcionar estabelecimentos de atividades essenciais, como supermercados, mercearias, restaurantes, padarias, lanchonetes e farmácias.

Prevendo uma quebradeira geral no setor, lojistas de shoppings se preparam para pedir moratória aos donos dos shoppings, além da isenção do aluguel ou cobrança apenas de um valor equivalente ao percentual das vendas. Leia mais: http://bit.ly/3bdN5DP

Por que o comércio está sendo fechado? É que a principal recomendação para conter a disseminação do coronavírus é a restrição do contato entre pessoas. “Essa restrição acarreta impactos profundos na economia, uma vez que parte preponderante da atividade econômica pressupõe que as pessoas se movimentem e se encontrem”, disse o presidente do Itaú-Unibanco, Candido Bracher.

Os supermercados, que parecem ser um dos poucos a lucrar com a crise, estão sofrendo com outro problema: o desabastecimento de produtos como papel higiênico, macarrão e congelados. Para evitar que o problema se agrave, as redes Pão de Açúcar e Extra vão limitar a compra desses itens pelos consumidores. Quem compra mais do que precisa pode deixar o vizinho sem nada. Saiba mais: http://bit.ly/2WpczK4
 
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Na tentativa de estimular a economia, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu cortar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto, para 3,75% ao ano. Infelizmente, o remédio parece ter fraco alcance diante da crise que bateu à porta. Em vez de crescimento, os bancos americanos JPMorgan e Goldman Sachs passaram a prever que a economia brasileira terá uma contração de até 1% neste ano. Oremos: http://bit.ly/3daZAlg
 
Depois de ser criticado por não trazer medidas de ajuda para autônomos, um dos mais prejudicados pela desaceleração econômica, o governo prometeu uma ajuda de R$ 200 para essa parcela da população. Sindicalistas ouvidos pelo 6 Minutos disseram que eles negociam com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, elevar esse valor para perto de meio salário mínimo. “R$ 200 é praticamente uma parcela do Bolsa Família, não repõe poder de consumo”, avalia o ex-diretor do Dieese Clement Ganz Lúcio, que assessora os sindicalistas nas negociações.
 
Já as empresas aéreas, afetadas pela queda da demanda e fechamento de fronteiras, terão mais prazo para reembolsarem clientes por passagens de voos cancelados. O pacote para o setor prevê ainda o adiamento do pagamento devido das tarifas devidas pelo uso de aeroportos e uma negociação com bancos públicos para linhas de crédito.  Leia mais: http://bit.ly/3b8qEjb
 
home office está te enlouquecendo? Trabalhar de casa pode ser muito difícil para quem não tem esse costume. Tudo pode atrapalhar: muito barulho, silêncio demais e até mesmo a falta daquela conversinha no café com os colegas. Se você faz parte desse time de incomodados, a dica é respirar fundo e saber que não está sozinho nessa.

 “É importante lembrar que estamos vivendo um momento coletivo: todo mundo está passando por isso. Pedir ajuda, ver como seu colega está se organizando, conversar com seu chefe, tudo isso ajuda muito”, diz Cleusa Sakamoto, doutora em Psicologia e professora da Fapcom (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Veja outras dicas para manter a sanidade em meio ao trabalho remoto: http://bit.ly/3d4vboy
 
Está apavorado com o coronavírus e não quer mais sair de casa? Pois saiba que tem um monte de coisa que você pode fazer no conforto da sua sala. Exemplo: compras no supermercado, farmácia, açougue, ginástica, pagar contas e até mesmo passar por um atendimento médico. Quer saber mais? Leia aqui: http://bit.ly/3ae35Fq