O divórcio da Bolsa e do dólar

Durante mais de uma década, o movimento do mercado financeiro brasileiro foi mais ou menos assim: quando a Bolsa subia, o dólar caía. E quando a Bolsa despencava, o dólar disparava.

Pois esse sincronismo faz parte do passado. Desde 2017, dólar e Bolsa seguem caminhos opostos. O Ibovespa avançou e opera em níveis recorde de pontos. Já a nossa moeda enfrenta sua maior desvalorização nominal. Ou seja, nunca foram necessários tantos reais para comprar um dólar.

O culpado pelo descasamento tem nome: juros baixos. Com a queda da Selic, investidores trocaram aos poucos a renda fixa pela promessa de melhor rentabilidade no mercado de ações. E essa entrada de dinheiro acelerou a valorização dos papéis das empresas na Bolsa. Já os investidores estrangeiros, avessos ao risco, preferiram levar os seus dólares embora quando os juros pararam de oferecer prêmios vantajosos. E a escassez da moeda americana fez o seu preço escalar.

Esse descasamento vai continuar? Segundo especialistas ouvidos pelo 6 Minutos, os caminhos devem permanecer opostos, pelo menos no curto prazo. Quer saber mais? http://bit.ly/2SvbEp0
O nível recorde do Ibovespa tem animado empresas a listarem suas ações na Bolsa. Se as expectativas se confirmarem, 27 companhias brasileiras devem abrir capital na Bolsa ao longo deste ano. Será o ano com mais ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) desde 2007. A expectativa é que essas operações, somadas, movimentem R$ 30 bilhões até o fim do ano.

A entrada de novas companhias na Bolsa gera oportunidades de ganho para os investidores. Mas é preciso cuidado. Analistas ouvidos pelo 6 Minutos recomendam estudar a situação de cada empresa e lembram que essas ações tendem a oscilar mais de preço — algo normal em um mercado que tenta encontrar o valor justo para o papel. http://bit.ly/2P2tGwW
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Conservador, moderado, arrojado. Esses termos são normalmente utilizados para definir os diferentes perfis de investidor, e sua respectiva tolerância ao risco. Desde novembro de 2013, todos os bancos e corretoras que oferecem investimentos são obrigados a verificar se produto e cliente são compatíveis, como forma de prevenir sustos e reduzir erros de alocação de recursos.

Quer entender mais sobre essa ferramenta fundamental no mundo dos investimentos? http://bit.ly/38JK3q5
E o atacarejo avança no país. Ontem, o Carrefour anunciou a intenção de comprar 30 lojas do Makro no país. No prazo de 12 meses, os mercados serão convertidos para a bandeira Atacadão, uma das mais lucrativas da companhia francesa. O foco é ampliar a presença da marca no Rio de Janeiro e no Nordeste. O negócio, estimado em quase R$ 2 bilhões, ainda precisa ser aprovado pelo Cade. http://bit.ly/2UXucjC
A política ambiental do governo Bolsonaro afasta investidores estrangeiros do Brasil. O coronavírus deve reduzir em 0,1 ponto percentual o crescimento do PIB do país em 2020. Com a desaceleração da economia de EUA e China, Rússia, Índia e Brasil passam a atrair mais a atenção de quem busca diversificação de carteira.

Essas são algumas das opiniões do diretor de investimentos do Deutsche Bank Wealth Management nas Américas, o indiano Deepak Puri. A entrevista, concedida ao Estadão, está aqui http://bit.ly/38yNz6r
Você sabe quem é Nath Finanças? Esse é o apelido da youtuber e estudante Nathália Rodrigues, que ficou conhecida na internet por ensinar educação financeira para a população de baixa renda de maneira descontraída e sem metas inalcançáveis.

Em entrevista ao 6 Minutos, ela deu seis dicas para você colocar suas contas em dia. Por exemplo: eliminar os serviços bancários desnecessários.

Quer saber as outras cinco dicas? http://bit.ly/3bLgWUS