Me dê motivo

O Banco Central deu ontem outro motivo para os bancos baixarem os juros.

Essa nova razão se chama redução de compulsório, nome que mais parece um palavrão, mas que nada mais é que uma parcela de recursos que os bancos são forçados a deixar parados em uma conta no BC, sem emprestar ou investir livremente.

Ao baixar essa reserva obrigatória, de 31% para 25% dos depósitos a prazo, o regulador do setor bancário liberou R$ 135 bilhões no sistema financeiro, o que vai acontecer a partir do mês que vem.

Mas esse dinheiro todo, que representa mais de um terço de todos os novos empréstimos concedidos no Brasil em dezembro, vai virar crédito?

Não necessariamente. O compulsório elevado é apontado pelas instituições financeiras como uma das razões para os juros altos, mas ao mesmo tempo elas são livres para decidir o que fazer com esses recursos.

De qualquer forma, em meio à promoção de uma agenda de fortalecimento de fintechs e bancos digitais, ou seja, de estímulo a maior concorrência no setor, o BC parece estar dizendo aos bancões: estou fazendo a minha parte.
 
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Por falar em mais competição, os bancos digitais já estão presentes no dia a dia de milhares de brasileiros. Pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) identificou que 45% dos entrevistados utilizaram ou vêm utilizando os serviços de algum banco digital nos últimos 12 meses.

Pagamento de contas, verificação de saldo e saques são os itens mais citados pelos ouvidos no levantamento.

Quer saber mais? Vai lá: http://bit.ly/2vPE4RN
 
Opção é o que não falta. O brasileiro tem hoje três alternativas de linhas de financiamento imobiliário à disposição: a tradicional, corrigida pela TR (Taxa Referencial, hoje zerada), a indexada pela inflação, lançada em agosto do ano passado, e a taxa de juros fixa, anunciada hoje (dia 20) pela Caixa.

Na avaliação de especialistas em crédito imobiliário, o novo tipo de financiamento, que passa a ser oferecido hoje pelo banco e que tem como marca a previsibilidade das parcelas, deverá ter mais apelo ao consumidor do que o empréstimo corrigido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que embute o risco de a variação de preços subir muito no futuro.

Um cuidado importante a tomar: antes de pegar esse crédito, verifique o Custo Efetivo Total, que inclui o custo dos seguros obrigatórios cobrados no financiamento de imóveis.

Leia mais sobre esse assunto aqui: http://bit.ly/37MBpFU
 
O dólar alto tem levado muitos brasileiros a se voltarem para destinos na América do Sul e Europa na hora de planejar suas férias. Segundo a CVC, maior operadora de turismo do Brasil, um dos destaques é a Argentina: não por acaso, as visitas a Buenos Aires cresceram 20% nos últimos meses, de acordo com a CVC.

Outro destino no exterior que tem sido visto como alternativa é Portugal. As viagens para a Europa estão tendo alta procura em geral, mas as cidades portuguesas estão à frente nessa corrida.

Se interessa por esse assunto? Leia a reportagem do 6 Minutoshttp://bit.ly/37MSvmQ
 
Com a aprovação da reforma da Previdência e o aumento do salário mínimo, as regras para a contribuição ao INSS dos MEIs (microempreendedores individuais) e autônomos vão mudar a partir do salário de março, com pagamento em abril.

No caso do MEI, a contribuição é de 5% mensalmente, com acréscimo de ISS (Imposto sobre Serviço) de R$ 5 e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de R$ 1. Desta forma, a cobrança pode chegar a R$ 58,25, dependendo da atividade desempenhada.

No caso dos autônomos que quiserem garantir um salário mínimo como benefício previdenciário o pagamento passará a ser de R$ 114,95.

Saiba mais aqui: http://bit.ly/37MBDwK
 
Quarta alta seguida da semana, terceiro recorde consecutivo para o valor nominal. O dólar comercial fechou, mais uma vez, em alta ontem, encerrando o dia em R$ 4,39, alta de 0,59%.

Além da perspectiva de fortalecimento da economia dos EUA (que pode significar juros mais altos), a indicação do BC de que está tranquilo com o patamar atual do câmbio empurrou a moeda americana para cima.

http://bit.ly/32diYZB
Mudanças no GPA, dono das marcas Pão de Açúcar, Extra e Assaí. O grupo anunciou ontem  para investidores seus planos de crescimento para os próximos anos.

Um dos focos é ampliar o número de lojas das marcas que têm melhor desempenho, caso do atacarejo Assaí e do supermercado de vizinhança Minuto Pão. Por outro lado, os hipermercados Extra que têm pior rentabilidade serão transformados em Assaí, fechados ou vendidos.

Leia mais aqui: http://bit.ly/2SN44X3
Mais de R$ 32 bilhões. Esse foi o valor separado pela Vale para lidar com as consequências do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou mais de 250 pessoas.

Um ano após a tragédia, o valor efetivamente pago corresponde a cerca de 23% desse total, ou R$ 7,5 bilhões. A mineradora anunciou ontem um prejuízo de R$ 7,3 bilhões em 2019: http://bit.ly/2SJwQYs
Dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda? Não se aperte, conte com a gente. Uma parceria entre o 6 Minutos e a IOB vai responder a todo tipo de questionamento que os leitores puderem ter sobre o acerto de contas com a Receita Federal.

As respostas serão publicadas a partir de 2 de março, quando começa o prazo de entrega da declaração de 2020 (ano-calendário 2019).

Clique aqui para saber como mandar sua pergunta: http://bit.ly/2SIi0S5