Como se proteger

As perdas estão por toda a parte para os investidores. Fundos de renda fixa já não ofereciam um retorno atraente com a taxa Selic em níveis tão baixos. Os multimercados estão perdendo dinheiro. Os títulos do Tesouro Direto passaram a render menos com tanta turbulência. Mas quem mais está apanhando é o investidor da renda variável, em fundos de ações ou diretamente na bolsa. Com a queda de 12,17% na abertura da semana, a desvalorização do Ibovespa já chega a 22,37% no ano. Como reagir em momentos como o atual e proteger o patrimônio? 

6 Minutos conversou com analistas do mercado e conta: em primeiro lugar, não tente adivinhar se o fundo do poço já chegou. É melhor esperar os sinais de estabilização das cotações. Chegado esse momento, avalie a sua tolerância a riscos e a perdas, porque as ações podem voltar a cair. Outra dica para quem está na bolsa é criar um limite para o prejuízo que você vai aceitar assumir. E, por fim, vale a recomendação desde sempre de diversificar o seu portfólio de investimentos. Em momentos de tantas oscilações, essa estratégia vale ouro. Veja o que mais dizem os analistas: http://bit.ly/3aLkKEB
Em pouco mais de dois meses em 2020, o dólar já subiu 18% em relação ao real. Ontem encerrou negociado a R$ 4,72. É uma ótima alternativa de investimento, certo? Calma que não é bem assim. Analistas explicam que a moeda americana deve ser encarada como um ativo que pode compor a sua carteira de investimentos e amenizar eventuais perdas com outras aplicações, mas não como uma escolha que vai garantir a rentabilidade do seu patrimônio. E a razão é que a alta expressiva do dólar em geral está associada a momentos difíceis da economia e/ou dos mercados, como acontece agora. Ou seja, se o dólar sobe muito, provavelmente você está perdendo dinheiro com outros ativos. Entenda quais são as recomendações dos especialistas: http://bit.ly/2VXwoYF
Qual será a reação das autoridades dos países desenvolvidos para conter a crise que abate os mercados e ameaça jogar a economia global na primeira recessão desde a crise de 2008? Há uma semana, a reunião de emergência do G7 (grupo que reúne sete dos países mais ricos do mundo) resultou em uma carta de intenções, sem medidas concretas. No mesmo dia, o Fed baixou os juros de forma unilateral, de forma surpreendente. E agora? Economistas passaram a cobrar uma ação coordenada semelhante à que foi adotada em 2008. Mas questionam se no mundo atual tão polarizado isso será possível. A guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia em um momento tão delicado para a economia global serviu como mau presságio.

E o Brasil com isso? O presidente Jair Bolsonaro, em viagem aos Estados Unidos, minimizou tanto a gravidade do coronavírus como a queda dos mercados. Paulo Guedes, em Brasília, disse ver o momento com “serenidade”, avaliou o coronavírus como a “gota d’água” de uma economia global que já não ia bem, mas ressaltou que o Brasil está na contramão, pronto para acelerar o crescimento. E defendeu as reformas tributária e administrativa como a melhor forma de o país se defender dos efeitos do coronavírus. Mas não deu prazo para apresentar os projetos: http://bit.ly/3cKEU3d
 
Foi mais um dia de superlativos (negativos) pelo mundo. E no Brasil não foi diferente. A queda ontem foi a maior da história da B3 em valor de mercado das empresas: elas passaram a valer R$ 432 bilhões a menos do que no fechamento da última sexta-feira. Uma queda de 11%, para R$ 3,557 trilhões. Desde o início do ano, a perda de riqueza das companhias chegou à casa do R$ 1 trilhão, outro número assustador, porque representa 22% do que elas tinham de valor de mercado somado no fim do ano passado. Veja quais empresas mais perderam valor ontem: http://bit.ly/331Y28z
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Em momentos de grandes incertezas, também é fundamental para o investidor ouvir a voz da experiência. Luis Stuhlberger, o gestor do Fundo Verde, um dos mais rentáveis das últimas duas décadas, apresentou a sua visão em relatório a clientes: ele avalia que os mercados tendem a estabilizar conforme as taxas de crescimento do número de novos casos de coronavírus desacelerem, mas alertou que esse ponto ainda está longe de ser resolvido, especialmente porque, segundo ele, os Estados Unidos fizeram uma opção política por demorar em testar as pessoas. E explica que ele e sua equipe decidiram adotar uma estratégia gradualista de aumentar as posições em ações do fundo aos poucos, focando no mercado acionário americano. Saiba mais sobre a visão e a estratégia de Stuhlberger: http://bit.ly/2xpxjae
Para Mohamed El-Erian, um dos gestores mais experientes e respeitados do mundo, o momento atual ainda requer muita cautela. Isso significa que, na sua avaliação, ainda é muito cedo para que investidores comecem a comprar novamente. Ele destacou que é preciso respeitar os aspectos técnicos. “Isso vai se resolver, mas não antes de mais perdas. Também não entre em pânico.” O ex-CEO da Pimco, uma das maiores empresas de investimentos do mundo, e atual conselheiro-chefe da Allianz disse ser preocupante que a coordenação internacional de políticas não seja tão sólida quanto no passado. Conheça mais da visão de El-Erian sobre a crise: http://bit.ly/2TzNsSZ
O plano de negócios da Petrobras para o período entre 2020 e 2024 foi montado com uma projeção de barril a US$ 50. Ontem, a cotação do Brent ficou em US$ 34. A diferença de mais de 30% dá a dimensão do potencial do estrago da queda da commodity caso os preços demorem a se recuperar. O plano em andamento de venda de ativos também fica ameaçado com o petróleo tão baixo, segundo analistas. Esses dois pontos ajudam a explicar a queda próxima a 30% nas ações da petrolífera ontem, a maior perda diária de sua história. Veja os desafios para a Petrobras: http://bit.ly/2PZfO6Q
O GPA, um dos maiores grupos de varejo do país, elegeu como uma das prioridades em 2020 a expansão da rede Minuto Pão de Açúcar, nome dado aos chamados supermercados de vizinhança ou proximidade. Uma das unidades acaba de ser inaugurada na avenida Paulista, ponto nobre de São Paulo, e conta com sistema de pagamentos em que o próprio consumidor lê o código do produto que vai levar e faz o pagamento no final, sem precisar passar por um caixa. Conheça outras novidades: http://bit.ly/2xjNKVm