Não a qualquer custo

Qual o custo para salvar o mundo da pandemia do coronavírus? É uma conta que inclui salvar milhares de vidas dos contaminados mas também de milhões de pessoas que podem perder o emprego e ficar à revelia da própria sorte com a paralisia dos negócios. O valor total ninguém sabe, mas não se pode dizer que governos mundo afora não estão tentando medidas inéditas.

Às vezes avançando demais sobre os direitos dos trabalhadores. Foi o que aconteceu com a medida provisória do governo Bolsonaro que autorizava a suspensão do contrato de trabalho de profissionais por até quatro meses sem direito a salário nem garantia de seguro-desemprego. Alvo de duras críticas da sociedade civil e de políticos, o artigo que previa a exceção no regime trabalhista durou menos de 24 horas e foi revogado pelo presidente. O ministro Paulo Guedes disse que houve um erro de redação. O fato é que se estabeleceu aí um limite para o que pode ser feito. Perdeu o vaivém da MP anticrise do governo? Nós explicamos: https://bit.ly/2WDgnHS
O custo de socorrer a população e os pequenos negócios americanos tampouco significa passar um cheque em branco para as grandes empresas americanas. Foi o que sustentaram senadores democratas que, pelo segundo dia, se recusaram a aprovar o plano de resgate de US$ 1,8 trilhão proposto pelo presidente Donald Trump para estimular a economia diante do choque causado pelo coronavírus. Desse montante, US$ 500 bilhões serão destinados a resgatar grandes empresas em dificuldade. Democratas querem mais exigências e maior transparência na escolha dos beneficiados. Republicanos, por sua vez, acusaram os rivais de transformarem um tema de emergência nacional em disputa partidária. Entenda a disputa: https://bit.ly/3aff7i4

Nos últimos dias, crescem os alertas sobre o custo econômico e humano da suspensão por tempo indeterminado da atividade econômica. O presidente americano, Donald Trump, escreveu no Twitter no domingo à noite uma frase que começa a ser repetida como um mantra em Washington e entre alguns economistas liberais: “Não podemos deixar a cura ser pior do que o próprio problema.” Segundo a imprensa americana, Trump cogita levantar algumas das restrições sobre a economia, incluindo o fechamento de escolas e escritórios, ao fim desta semana, quando terá completado o período inicial de 15 dias de contenção social. Saiba mais: https://bit.ly/3agpcuX
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Apesar da revogação do artigo que tratava da suspensão do contrato de trabalho, a medida provisória do governo prevê alteração em temas importantes da vida do empregado: no caso do trabalho remoto na casa do funcionário, por exemplo, o uso de aplicativos como WhatsApp não deverá ser contabilizado como parte do expediente. As férias, por sua vez, poderão ser antecipadas antes que o chamado período aquisitivo esteja completo. Veja outras alterações previstas na medida: https://bit.ly/2xg3atZ
Se as medidas lançadas pelo Executivo em Brasília e em Washington não foram bem recebidas, o mesmo não se pode dizer das ações igualmente inéditas anunciadas pelos bancos centrais dos dois países. O BC brasileiro, sob o comando de Roberto Campos Neto, lançou medidas em diferentes frentes para ampliar a liquidez no sistema financeiro em R$ 1,2 trilhão e permitir que bancos tenham condições de renegociar a dívida de empresas em dificuldade; já o Fed disse que vai gastar “o que for necessário” para sustentar a economia, o que inclui medidas inéditas para estimular o crédito para pequenas empresas e famílias. O tamanho dos dois programas foi elogiado por analistas. Entenda as medidas do BC: https://bit.ly/2Jc5rZP
O ministro Paulo Guedes disse ontem que o governo vai encaminhar uma nova medida provisória que vai prever a redução da jornada e do salário em até 50%, como havia sido anunciado na semana passada sem tanta contestação. É uma medida mais do que aguardada pelo setor privado. Nas palavras do presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Alfredo Cotait Neto, a contrapartida para aliviar as despesas das empresas é fundamental para que consigam sobreviver. “As empresas não vão conseguir se sustentar por muito tempo. A maioria está desesperada, não sabe se demite, se aguarda, não têm caixa para aguentar muito tempo assim”, disse Cotait. Veja o que mais disse o empresário sobre a crise: https://bit.ly/39eCyH5
Um dos efeitos mais visíveis da tensão das pessoas com a pandemia do coronavírus e o confinamento dentro de casa é a mudança dos hábitos de consumo. Tem gente que compra mais bebida, outras que priorizam alimentos, enquanto muitos elegeram o papel higiênico como a tábua da salvação. Especialistas do setor e estudiosos do comportamento humano respondem que não há motivo para desespero. Saiba mais: https://bit.ly/2xYO4ZX
Os tempos de confinamento trouxeram à tona um sentimento que parecia esquecido, o da ação coletiva. Mas, junto com ela, veio também a censura a quem desrespeita as recomendações para ficar em casa – as hashtags #ficaemcasa e #stayhome passaram a figurar entre as mais utilizadas nas redes sociais, como o Instagram. Nos Estados Unidos, a censura gerou acusações envolvendo os millennials, como são chamadas as pessoas que completam de 24 a 39 anos em 2020 (segundo um dos critérios), e a Geração Z (até 23 anos), sobre quem desrespeita mais o confinamento. A história saiu na Business Insider (em inglês): https://bit.ly/2QVKwyz

O inimigo é um só

As dificuldades do coronavírus estão apenas no início para o Brasil, mas já ficou claro que existe uma crise dentro da crise no avanço da pandemia, com estados e o governo federal em pé de guerra.

De um lado do ringue, os governadores Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, e João Doria, de São Paulo, que vêm criticando a letargia de Jair Bolsonaro no enfrentamento à infecção e tomaram medidas de restrição à circulação de pessoas.

Do outro, o presidente da República, que continua minimizando os riscos de contágio e que editou, na última sexta-feira, um decreto garantindo ao governo federal a competência sobre a definição de serviços essenciais.

Em um cenário de colapso próximo do sistema de saúde e da economia, o que deve acontecer já no mês que vem, o país deveria estar unido contra um inimigo único, e o seu nome é Covid-19.

https://bit.ly/2U6Ig9o
 
Chamado de “lunático” por Bolsonaro, Doria instituiu quarentena em todos os 645 municípios do estado de São Paulo a partir de amanhã, com o fechamento de todos os negócios que não sejam considerados serviços essenciais (saúde pública e privada, abastecimento, transportes públicos, alimentação, segurança, limpeza e bancos e lotéricas).

Saiba mais sobre as restrições: https://bit.ly/2U6hOwK
 
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O impacto da pandemia sobre o modelo de negócios das companhias é tão grande que pode ser permanente. O setor terá que lidar com uma realidade em que as viagens de negócios, que representam mais de 60% dos voos domésticos, perderão parte da importância para as empresas.

Isso acontecerá porque algumas descobrirão que o uso da tecnologia pode substituir com eficácia reuniões pessoais e porque outras temerão novas infecções no futuro, restringindo os voos dos seus funcionários. A avaliação é do sócio da consultoria empresarial Bain & Company e especialista em aviação André Castellini em entrevista ao 6 Minutos.

Confira aqui: https://bit.ly/3dmj1HN
 
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou ontem um pacote de injeção de R$ 55 bilhões na economia para reforçar o caixa das empresas e apoiar trabalhadores em meio à pandemia.

Entre as medidas, a suspensão temporária do pagamento de parcelas de financiamento diretos para grandes empresas (R$ 19 bilhões) e indiretos para empresas menores (R$ 11 bilhões).

O banco ainda determinou a transferência de recursos do Fundo PIS-PASEP para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no valor de R$ 20 bilhões, o que já havia sido anunciado pelo Ministério da Economia.

Leia mais sobre as medidas: https://bit.ly/2y3ltmB
 
Via Varejo, Magalu ou Lojas Americanas? Qual varejista tem melhores condições de enfrentar a crise que se aprofunda? Analistas ouvidos pelo 6 Minutos acreditam que a queridinha Magalu sai à frente, por dois critérios. O primeiro é a liquidez (o caixa da empresa está fortalecido), e segundo é a atuação digital, que tem sido o grande foco da gestão da varejista.

Já a Lojas Americanas tem deixado suas unidades físicas abertas, e adaptou o portfólio de produtos, transformando suas lojas em mini-mercados. A Via Varejo terá mais dificuldade em fazer esse tipo de adaptação, e não tem um caixa tão fortalecido quanto as outras duas.
Veja mais aqui: https://bit.ly/2WB4UIT
 
Uma pesquisa feita pelo Sebrae mostrou que 83% dos donos de pequenos negócios acreditam que sua empresa sofrerá com os impactos do coronavírus, mostra reportagem do 6 Minutos.

A preocupação vem principalmente do comércio, e incrementar os canais digitais de venda é uma das dicas da entidade, que colocou todo seu time de consultores e seus conteúdos de cursos na internet, de graça.

Leia tudo sobre esse assunto: https://bit.ly/2xew7Gw
 
Você tem conseguido pensar em algo além de coronavírus? Se a resposta é não, você está na companhia de praticamente todo mundo. Desde o começo do mês de março, não param de chegar novas informações a cada instante sobre doença, uma mais preocupante que a outra.

6 Minutos ouviu especialistas que aconselham, em primeiro lugar, a diferenciar pânico de preocupação. Isso pode te ajudar a perceber se está agindo da forma mais consciente ou sob impulso do desespero. Use as notícias para te acalmar, e não para te deixar mais assustado.

Ah, em tempos de excesso de informação, se apegue ao que é oficial e vem dos órgãos internacionais como a OMS: https://bit.ly/2UpfoIu

Parou geral

A ficha parece finalmente ter caído. O governo anunciou uma série de medidas para tentar minimizar os efeitos devastadores do coronavírus sobre a economia. O problema é que o remédio para conter a sangria de empregos traz sacrifícios pesadíssimos para quem ainda tem carteira assinada. É a permissão para que as empresas reduzam a jornada e os salários de seus funcionários em até 50%. A medida, que seria aplicada para evitar demissões, vai derrubar ainda mais o poder de consumo das pessoas em um momento de desaceleração global. Saiba mais sobre o chamado pacote anti-desemprego: http://bit.ly/3b8qEjb

A preocupação com os efeitos do coronavírus sobre a economia é mais que emergencial. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) estima que 25 milhões de empregos podem ser eliminados em todo o mundo por conta da pandemia. No Brasil, as empresas já começam a buscar alternativas para a redução da atividade. A General Motors e a rede de cinemas Kinoplex vão dar férias coletivas para seus funcionários. Já o Cinemark negocia a abertura de um plano de demissão voluntária. Leia: http://bit.ly/2xQv7ZA

Para o presidente da ABRH (associação brasileira de recursos humanos), Paulo Sardinha, mesmo as empresas mais saudáveis devem suspender as contratações. “Hoje, elas não sabem nem onde colocar seus funcionários. Não faz sentido contratar uma pessoa para ficar em home office.” Antes de pensar em demissões, que também custam caro, Sardinha recomenda que as empresas lancem mão de outras medidas, como férias antecipadas, licença não remunerada e jornada parcial de trabalho. Leia mais sobre o novo cenário de RH: http://bit.ly/3baeNku
 
Quem não parou vai parar. Shopping centers, academias e lojas de serviços não-essenciais vão ser obrigados a suspender suas operações para conter a propagação do coronavírus. Em São Paulo, os shoppings terão de fechar suas lojas até segunda-feira. Na cidade de São Paulo, só poderão funcionar estabelecimentos de atividades essenciais, como supermercados, mercearias, restaurantes, padarias, lanchonetes e farmácias.

Prevendo uma quebradeira geral no setor, lojistas de shoppings se preparam para pedir moratória aos donos dos shoppings, além da isenção do aluguel ou cobrança apenas de um valor equivalente ao percentual das vendas. Leia mais: http://bit.ly/3bdN5DP

Por que o comércio está sendo fechado? É que a principal recomendação para conter a disseminação do coronavírus é a restrição do contato entre pessoas. “Essa restrição acarreta impactos profundos na economia, uma vez que parte preponderante da atividade econômica pressupõe que as pessoas se movimentem e se encontrem”, disse o presidente do Itaú-Unibanco, Candido Bracher.

Os supermercados, que parecem ser um dos poucos a lucrar com a crise, estão sofrendo com outro problema: o desabastecimento de produtos como papel higiênico, macarrão e congelados. Para evitar que o problema se agrave, as redes Pão de Açúcar e Extra vão limitar a compra desses itens pelos consumidores. Quem compra mais do que precisa pode deixar o vizinho sem nada. Saiba mais: http://bit.ly/2WpczK4
 
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Na tentativa de estimular a economia, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu cortar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto, para 3,75% ao ano. Infelizmente, o remédio parece ter fraco alcance diante da crise que bateu à porta. Em vez de crescimento, os bancos americanos JPMorgan e Goldman Sachs passaram a prever que a economia brasileira terá uma contração de até 1% neste ano. Oremos: http://bit.ly/3daZAlg
 
Depois de ser criticado por não trazer medidas de ajuda para autônomos, um dos mais prejudicados pela desaceleração econômica, o governo prometeu uma ajuda de R$ 200 para essa parcela da população. Sindicalistas ouvidos pelo 6 Minutos disseram que eles negociam com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, elevar esse valor para perto de meio salário mínimo. “R$ 200 é praticamente uma parcela do Bolsa Família, não repõe poder de consumo”, avalia o ex-diretor do Dieese Clement Ganz Lúcio, que assessora os sindicalistas nas negociações.
 
Já as empresas aéreas, afetadas pela queda da demanda e fechamento de fronteiras, terão mais prazo para reembolsarem clientes por passagens de voos cancelados. O pacote para o setor prevê ainda o adiamento do pagamento devido das tarifas devidas pelo uso de aeroportos e uma negociação com bancos públicos para linhas de crédito.  Leia mais: http://bit.ly/3b8qEjb
 
home office está te enlouquecendo? Trabalhar de casa pode ser muito difícil para quem não tem esse costume. Tudo pode atrapalhar: muito barulho, silêncio demais e até mesmo a falta daquela conversinha no café com os colegas. Se você faz parte desse time de incomodados, a dica é respirar fundo e saber que não está sozinho nessa.

 “É importante lembrar que estamos vivendo um momento coletivo: todo mundo está passando por isso. Pedir ajuda, ver como seu colega está se organizando, conversar com seu chefe, tudo isso ajuda muito”, diz Cleusa Sakamoto, doutora em Psicologia e professora da Fapcom (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Veja outras dicas para manter a sanidade em meio ao trabalho remoto: http://bit.ly/3d4vboy
 
Está apavorado com o coronavírus e não quer mais sair de casa? Pois saiba que tem um monte de coisa que você pode fazer no conforto da sua sala. Exemplo: compras no supermercado, farmácia, açougue, ginástica, pagar contas e até mesmo passar por um atendimento médico. Quer saber mais? Leia aqui: http://bit.ly/3ae35Fq
 

O arsenal do governo

Para quem esperava – ou cobrava – a reação do governo ao avanço do coronavírus no Brasil e seus efeitos sobre a economia, a semana começou com um alento. As medidas anunciadas primeiramente pela manhã e, depois, no início da noite, buscam atacar alguns dos pontos mais sensíveis da economia diante da paralisia crescente dos negócios.

As medidas incluem melhores condições para que bancos possam renegociar as dívidas de empresas e consumidores. Os cinco maiores bancos do país concordaram em estender por 60 dias o vencimento de dívidas de quem estiver com o pagamento em dia; o governo adiou em 3 meses o recolhimento do FGTS de funcionários formais e reduziu pela metade a contribuição ao Sistema S; abriu linhas de crédito para pequenas e médias empresas; e antecipou o 13º salário de aposentados para abril e maio. O governo estima que as medidas possuam um impacto fiscal de R$ 147,3 bilhões.

Ainda assim, o plano certamente está longe do ideal. Não oferece amparo aos quase 40 milhões de trabalhadores na informalidade, por exemplo. Há pouca cobertura para pequenas e médias empresas. Mas a comparação com a reação do mundo desenvolvido e de outros emergentes mostra que não há um receituário único e consagrado. As medidas para a crise atual ainda estão sendo testadas e não há bala de prata. O fato é que o governo deu um primeiro passo. Veja o que mais foi anunciado: http://bit.ly/3a7Jk2F
Hoje começa a reunião do Copom para definir a taxa básica de juros, que está em 4,25% ao ano. Pode sair desse encontro uma nova arma do governo para estimular a economia. O anúncio sai, em tese, só amanhã, com expectativas de analistas que vão de uma redução de 0,25 ponto percentual para até 1 ponto a menos. A semana começou ontem com especulações de que o Banco Central poderia seguir o caminho do Fed e antecipar a decisão, o que acabou não acontecendo. Não foi a forma como agiram os bancos centrais de outros dois emergentes, o do Chile e o da Nova Zelândia, que cortaram os juros em reuniões extraordinárias na segunda: http://bit.ly/3d6TbHx
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O dólar disparou de vez na abertura da semana, com um salto de 5,16%, para R$ 5,06. Foi a primeira vez que encerrou um dia negociado acima de R$ 5. O impacto para a inflação ainda precisa ser mensurado, mas, para as empresas brasileiras com dívida em moeda estrangeira, o estrago é brutal. Em comparação com o fim do ano passado, quando a cotação estava em R$ 4,01, a dívida deu um salto de R$ 384 bilhões. A notícia fica ainda mais preocupante com a informação de que metade dessas companhias não faz hedge cambial, ou seja, não acerta contratos futuros para se proteger da alta do dólar. Saiba como isso afeta o setor produtivo brasileiro: http://bit.ly/38Xh8Ou
E o Ibovespa voltou a sofrer forte queda ontem, de 13,92%, aproximando-se novamente dos 70 mil pontos. Mais uma vez, as ações das duas companhias aéreas listadas na B3 estiveram entre as maiores perdas do dia. As ações da Azul caíram 36,87% e já acumulam queda de 73,2% neste ano; as da Gol perderam 28,02%, com desvalorização de 78,2% em 2020.

Representantes do setor negociam com o governo um pacote de socorro que pode incluir medidas como a suspensão provisória de tributos, a redução do preço do querosene de aviação e de taxas administrativas e linhas de crédito emergenciais. Não é um caso isolado. Nos Estados Unidos, a indústria do transporte aéreo pede mais de US$ 50 bilhões ao governo, mais de três vezes a ajuda recebida depois dos ataques terroristas do 11 de Setembro. O setor é um dos mais afetados com o coronavírus, por causa da restrição aos voos e a queda abrupta da demanda global. Uma consultoria estimou que muitas companhias podem ter que pedir recuperação judicial até maio se o quadro continuar a se deteriorar: http://bit.ly/38UnZbl

Enquanto isso, Gol, Latam e Azul seguem os passos de companhias estrangeiras e reduzem de forma drástica os voos internacionais e domésticos. As duas primeiras anunciaram diminuição de até 70% de sua capacidade de transportar passageiros, e a última, em ate 50%. A medida já começou a ser colocada em prática e será ampliada de forma gradual nas próximas semanas, na medida em que a demanda não reaja: http://bit.ly/38VYFBC 
Nos últimos dias, viralizaram em diversos países fotos e vídeos de prateleiras de supermercados vazias no espaço dedicado ao papel higiênico. Deu matéria até no The New York Times (em inglês: https://nyti.ms/2x6Buaz). Se você foi ao supermercado no Brasil, talvez tenha se deparado com esse cenário atípico. Mas saiba que existe um padrão de consumo nesse comportamento. É o que revela um levantamento da Nielsen, empresa especializada na análise de consumo, com a FecomercioSP. O aumento da demanda por alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza se enquadra no terceiro estágio de avanço da pandemia, em que o número de casos dentro de um país cresce rapidamente. Saiba o que vem por aí: http://bit.ly/2vuMDBO
Se bares e restaurantes estão entre os maiores prejudicados pela pandemia do coronavírus, as empresas de entrega de refeições se aproveitam da escalada no número de pedidos. Mas buscam se adaptar às recomendações médicas: Uber Eats e Rappi passaram a orientar entregadores a deixar a sacola com a refeição na porta ou na portaria de prédio dos clientes, tudo para evitar o contato pessoal e, assim, proteger os dois lados. Saiba mais sobre os negócios em tempos de coronavírus: http://bit.ly/2Wh4wyO

Velocidade máxima

Quanto tempo duram as previsões no mundo da pandemia do coronavírus? E as decisões das autoridades para mitigar os seus efeitos sobre a economia? Cada vez menos, dizem os fatos. O fim de semana foi pródigo em mostrar que projeções ou afirmações sobre o que vai acontecer desmoronam com velocidade assustadora, em questão de dias ou até horas.

O principal exemplo foi dado pelo Fed, o banco central americano, que se reuniu em caráter extraordinário nesta tarde de domingo para cortar a taxa de juros nos Estados Unidos em um ponto percentual, para o intervalo entre zero e 0,25%. Além disso, anunciou que vai comprar US$ 700 bilhões em títulos com o objetivo de injetar liquidez no mercado. Apenas 12 dias antes, quando se reuniu também de forma emergencial para já reduzir os juros, o Fed havia avaliado que o coronavírus representava riscos em evolução para a atividade. Ontem, o tom foi mais assertivo: “Os efeitos do coronavírus vão pesar sobre a economia no curto prazo e representam riscos para as perspectivas.” Leia mais sobre a decisão: http://bit.ly/38Z6FSM 

O que dizer das projeções de crescimento da economia, que, em alguns casos, mal são divulgadas e já ficam defasadas? Ontem o Goldman Sachs revisou de 1,2% para 0,4% a sua estimativa de alta do PIB americano neste ano. Pouco tempo depois, o Fed anunciou o corte excepcional nos juros. Para o banco de investimento, o impacto da pandemia no curto prazo será tão violento que a economia vai encolher 5% no segundo trimestre. Isso, claro, a depender da reação das autoridades: http://bit.ly/33praa2 
As medidas do Fed vão surtir efeito em estabilizar os mercados e amenizar os efeitos do coronavírus sobre a economia? Prematuro e arriscado dizer. Alguns analistas pontuaram que o problema não é monetário, enquanto outros veem a ação do Fed como um sinal importante para mostrar ao mundo que as autoridades estão de prontidão. A reação inicial dos investidores não foi positiva. Os índices futuros do Dow Jones e do S&P 500 abriram com forte queda e bateram no teto de perdas ainda na noite de domingo, o que pode servir como um mau sinal para hoje: http://bit.ly/2vs7aqE

Mas a reação das autoridades não deve parar por aí. Uma reunião de emergência dos líderes do G7, grupo que reúne Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá e Itália, foi convocada para hoje, por teleconferência. A expectativa é a de uma ação coordenada.
Dias depois da Itália, a Espanha e a França determinaram no fim de semana o fechamento de bares, restaurantes e do comércio (exceto farmácias e supermercados), em tentativa de conter o avanço do coronavírus. Os governos dos dois países também determinaram a redução de voos e de viagens de trem e ônibus para o exterior. Outras nações foram além: Dinamarca, Polônia e República Tcheca fecharam suas fronteiras para todos os estrangeiros. Alemanha e Holanda proibiram viagens a partir de países com maior número de infectados. É um fenômeno conhecido como “lockdown”, o bloqueio parcial ou total das fronteiras e da circulação de pessoas. Leia mais sobre esse fenômeno e as restrições mundo afora: http://bit.ly/2vtKlTy

O fechamento de fronteiras é particularmente chocante porque acontece no continente que simbolizou o mundo sem fronteiras, por meio da União Europeia e sua bandeira da livre circulação de pessoas. 

Aqui vale lembrar que a própria União Europeia criticou duramente a decisão unilateral de Donald Trump de banir viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias, em anúncio na última quarta-feira (dia 11). “Doenças desconhecem fronteiras”, disse a francesa Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, na ocasião. Mais um exemplo de como a rápida propagação do coronavírus está colocando o mundo em contradição.

Os americanos, vale dizer, também começaram a adotar tais medidas que pareciam impensáveis poucos dias atrás: Nova York, Chicago, Los Angeles e outras cidades e estados começaram a impor o fechamento de bares, restaurantes (exceto para entregas) e de parte do comércio. 
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No mundo dos negócios não é diferente. Na última sexta, a American Airlines anunciou a suspensão de algumas rotas para a América do Sul, incluindo voos de São Paulo para Los Angeles e Dallas. Pois menos de 48 horas depois, a American, que é uma das maiores companhias aéreas americanas, decidiu suspender todas as rotas para o Brasil, o Chile e a Argentina até no mínimo o início de maio. Isso inclui os voos diários para Miami e Nova York a partir de São Paulo e do Rio. Quem havia comprado poderá remarcar sem cobrança de taxas. Saiba mais sobre a restrição aos voos: http://bit.ly/2U7usui 
No Brasil, já são 200 pessoas contaminadas com o coronavírus, segundo cálculo da noite de domingo. O fim de semana foi de cancelamento de eventos esportivos e culturais e de procura das pessoas por alimentos e produtos de higiene em supermercados, alterando uma rotina que, uma semana atrás, não apresentava novidades. O que não mudou foi o compasso de espera de empresários e investidores pela reação do governo aos efeitos do coronavírus sobre a economia. Uma rara manifestação coube a Carlos da Costa, secretário de Produtividade do Ministério da Economia: “Estamos trabalhando em medidas que garantam o mínimo de impacto sobre nossa produção e emprego”, afirmou. Leia mais sobre o que pensa a equipe econômica sobre o impacto da pandemia: http://bit.ly/3d1w6WK
Uma dúvida que emerge do fim de semana é como ficará a relação do governo com o Congresso depois dos atos populares em diversas capitais neste domingo contra os parlamentares e o STF, que acabaram por contar com a participação e o apoio do presidente Jair Bolsonaro. Apesar da suspeita de contaminação por coronavírus e da consequente recomendação médica para evitar aglomerações, o presidente cumprimentou diversos manifestantes a favor de seu governo em Brasília, com direito a selfies. Veja como foi a participação de Bolsonaro: http://bit.ly/2vl3pmG
Outra rotina que está sendo alterada com a pandemia é a do trabalho. Cresce o número de empresas que oferecem ao funcionário a flexibilidade para trabalhar em casa a fim de evitar o risco de contaminação ou para tomar conta dos filhos – que ficaram sem aula com o fechamento das escolas. Mas e se o teu chefe não libera o home office? E se você contrair o coronavírus no ambiente de trabalho? O 6 Minutos conversou com advogados trabalhistas para esclarecer o que fazer em cada caso: http://bit.ly/33lk0U0
Para não falar só de coronavírus: aumentam no mercado as opções da chamada conta remunerada, recomendada para quem acaba deixando o dinheiro parado por alguns dias ou até o mês inteiro. Bancos tradicionais costumavam oferecer um rendimento bem abaixo do CDI, que segue a taxa básica de juros. Mas hoje existem alternativas que remuneram o equivalente a 100% do CDI. A questão é que existem “detalhes” que podem custar caro. Saiba como avaliar se a conta vale para você: http://bit.ly/2w9juML

Não aperte o botão do pânico

Compra, vende, espera. Neste momento de terror e pânicos nos mercados –ontem as negociações da bolsa foram paralisadas duas vezes, e o Ibovespa despecou quase 15%– as recomendações ao investidor em ações são inúmeras, e muitas vezes conflitantes.

Afinal de contas, o que fazer em um momento de caos, em que ninguém sabe o que está acontecendo e muito menos os impactos futuros do coronavírus?

A resposta mais honesta é que não existe um comportamento padrão que corresponda à melhor estratégia neste momento. Mas é importante que o investidor lembre alguns conceitos básicos sobre as aplicações em renda variável.

Um deles é que uma ação é um pedaço de uma empresa e que os diferentes setores são afetados de forma distinta pelo avanço da infecção: os grupos de commodities, por exemplo, estão mais expostos que os focados no mercado interno, como os de educação, varejo e energia elétrica.

Outro ponto é que há ações mais sólidas que outras: o receio dos investidores é que diante de um cenário de receitas menores, algumas empresas deixem de ser capazes de pagar suas dívidas, o que as colocaria em crise financeira. Sob essa lógica, é importante observar o nível de endividamento das empresas negociadas na bolsa e o dinheiro em caixa.

Por fim, tenha em mente que comprar na alta e vender na baixa é sempre uma equação ruim, mas há quem não consiga viver a angústia de ver o patrimônio derretendo a cada dia. “Cada pessoa tem uma aceitação de risco diferente”, lembra Rafael Panonko, economista da corretora Toro Investimentos.
O fato é que você não está sozinho: ninguém sabe o tamanho do buraco e nem o tempo até a retomada.

Leia mais no 6 Minutoshttp://bit.ly/2W87sxN
 
O caos dos mercados nos últimos dias distanciou a cotação nominal do dólar, que fechou o pregão de ontem a R$ 4,78, do valor pelo qual ele deveria estar sendo negociado para beneficiar o máximo possível todos os setores da economia ao mesmo tempo.

Cálculo feito pelo economista Andre Nassif, da UFF (Universidade Federal Fluminense), para o 6 Minutos mostra que essa taxa de câmbio “perfeita” para a economia, por assim dizer, seria de R$ 4,18.

Ou seja, o patamar atual está 14,3% acima do chamado câmbio de equilíbrio, que seria a taxa mais neutra possível para o comércio do Brasil com outros países e também para a produção no mercado interno.

Se interessou por esse assunto? Vai lá: http://bit.ly/38NXC6V
 
Entre no grupo do 6 Minutos e receba direto no WhatsApp as principais notícias do dia: https://6minutos.com.br/whatsapp
O avanço do coronavírus levou o presidente Jair Bolsonaro a “desconvocar”, em live transmitida pelo Facebook na noite de ontem, seus apoiadores para a manifestação do próximo sábado contra o Congresso.

“Daqui a um mês, dois meses, se faz”, afirmou, vestindo uma máscara e lembrando o risco de transmissão do coronavírus em grandes aglomerações. O protesto foi cancelado pelos organizadores.
http://bit.ly/2TMxyoE
 
Aliás, uma das imagens mais compartilhadas ontem era a do secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, perto, bem perto, dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro.

Diagnosticado com coronavírus, ele ganhou as manchetes (inclusive mundiais) pelo risco de ter transmitido a infecção aos dois mandatários. Trump negou qualquer preocupação, mas o brasileiro correu para fazer o exame: http://bit.ly/2U1pmQ3
 
A alta da moeda americana está levando muitos turistas brasileiros a repensarem suas viagens. Mas o que fazer se você já tem viagem marcada para o exterior? Cancelar tudo?

O que pode e o que não pode ser feito? Conversamos com gente que entende do assunto para resolver essas dúvidas. Uma dica é tentar trocar o destino internacional por outro, onde a moeda local é mais barata, como Chile e Argentina, ou por viagens nacionais.

Veja a reportagem que o 6 Minutos preparou sobre o assunto: http://bit.ly/2vmSusU
 
Parece não haver fundo do poço para as ações das companhias aéreas e empresas de turismo. No dia da maior queda do Ibovespa desde a crise da Rússia, em 1998, com duas paralisações das negociações no mesmo dia (circuit breaker), a Gol caiu 36%; a Azul, 32% e a CVC, 29%.
Latam e Azul anunciaram um corte de até 30% na capacidade de voos internacionais: http://bit.ly/2wWRPP1
 
A IRB Brasil sofreu duplamente: além do coronavírus, a Polícia Federal fez buscas ontem no escritório da resseguradora, acusada de manipulação da contabilidade dos seus resultados: http://bit.ly/2IHtsHN
 
A bolsa brasileira só não foi para o terceiro circuit breaker porque o Fed, o banco central americano, anunciou uma injeção de US$ 1,5 trilhão no sistema financeiro. http://bit.ly/2IJhUnq

Como se proteger

As perdas estão por toda a parte para os investidores. Fundos de renda fixa já não ofereciam um retorno atraente com a taxa Selic em níveis tão baixos. Os multimercados estão perdendo dinheiro. Os títulos do Tesouro Direto passaram a render menos com tanta turbulência. Mas quem mais está apanhando é o investidor da renda variável, em fundos de ações ou diretamente na bolsa. Com a queda de 12,17% na abertura da semana, a desvalorização do Ibovespa já chega a 22,37% no ano. Como reagir em momentos como o atual e proteger o patrimônio? 

6 Minutos conversou com analistas do mercado e conta: em primeiro lugar, não tente adivinhar se o fundo do poço já chegou. É melhor esperar os sinais de estabilização das cotações. Chegado esse momento, avalie a sua tolerância a riscos e a perdas, porque as ações podem voltar a cair. Outra dica para quem está na bolsa é criar um limite para o prejuízo que você vai aceitar assumir. E, por fim, vale a recomendação desde sempre de diversificar o seu portfólio de investimentos. Em momentos de tantas oscilações, essa estratégia vale ouro. Veja o que mais dizem os analistas: http://bit.ly/3aLkKEB
Em pouco mais de dois meses em 2020, o dólar já subiu 18% em relação ao real. Ontem encerrou negociado a R$ 4,72. É uma ótima alternativa de investimento, certo? Calma que não é bem assim. Analistas explicam que a moeda americana deve ser encarada como um ativo que pode compor a sua carteira de investimentos e amenizar eventuais perdas com outras aplicações, mas não como uma escolha que vai garantir a rentabilidade do seu patrimônio. E a razão é que a alta expressiva do dólar em geral está associada a momentos difíceis da economia e/ou dos mercados, como acontece agora. Ou seja, se o dólar sobe muito, provavelmente você está perdendo dinheiro com outros ativos. Entenda quais são as recomendações dos especialistas: http://bit.ly/2VXwoYF
Qual será a reação das autoridades dos países desenvolvidos para conter a crise que abate os mercados e ameaça jogar a economia global na primeira recessão desde a crise de 2008? Há uma semana, a reunião de emergência do G7 (grupo que reúne sete dos países mais ricos do mundo) resultou em uma carta de intenções, sem medidas concretas. No mesmo dia, o Fed baixou os juros de forma unilateral, de forma surpreendente. E agora? Economistas passaram a cobrar uma ação coordenada semelhante à que foi adotada em 2008. Mas questionam se no mundo atual tão polarizado isso será possível. A guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia em um momento tão delicado para a economia global serviu como mau presságio.

E o Brasil com isso? O presidente Jair Bolsonaro, em viagem aos Estados Unidos, minimizou tanto a gravidade do coronavírus como a queda dos mercados. Paulo Guedes, em Brasília, disse ver o momento com “serenidade”, avaliou o coronavírus como a “gota d’água” de uma economia global que já não ia bem, mas ressaltou que o Brasil está na contramão, pronto para acelerar o crescimento. E defendeu as reformas tributária e administrativa como a melhor forma de o país se defender dos efeitos do coronavírus. Mas não deu prazo para apresentar os projetos: http://bit.ly/3cKEU3d
 
Foi mais um dia de superlativos (negativos) pelo mundo. E no Brasil não foi diferente. A queda ontem foi a maior da história da B3 em valor de mercado das empresas: elas passaram a valer R$ 432 bilhões a menos do que no fechamento da última sexta-feira. Uma queda de 11%, para R$ 3,557 trilhões. Desde o início do ano, a perda de riqueza das companhias chegou à casa do R$ 1 trilhão, outro número assustador, porque representa 22% do que elas tinham de valor de mercado somado no fim do ano passado. Veja quais empresas mais perderam valor ontem: http://bit.ly/331Y28z
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Em momentos de grandes incertezas, também é fundamental para o investidor ouvir a voz da experiência. Luis Stuhlberger, o gestor do Fundo Verde, um dos mais rentáveis das últimas duas décadas, apresentou a sua visão em relatório a clientes: ele avalia que os mercados tendem a estabilizar conforme as taxas de crescimento do número de novos casos de coronavírus desacelerem, mas alertou que esse ponto ainda está longe de ser resolvido, especialmente porque, segundo ele, os Estados Unidos fizeram uma opção política por demorar em testar as pessoas. E explica que ele e sua equipe decidiram adotar uma estratégia gradualista de aumentar as posições em ações do fundo aos poucos, focando no mercado acionário americano. Saiba mais sobre a visão e a estratégia de Stuhlberger: http://bit.ly/2xpxjae
Para Mohamed El-Erian, um dos gestores mais experientes e respeitados do mundo, o momento atual ainda requer muita cautela. Isso significa que, na sua avaliação, ainda é muito cedo para que investidores comecem a comprar novamente. Ele destacou que é preciso respeitar os aspectos técnicos. “Isso vai se resolver, mas não antes de mais perdas. Também não entre em pânico.” O ex-CEO da Pimco, uma das maiores empresas de investimentos do mundo, e atual conselheiro-chefe da Allianz disse ser preocupante que a coordenação internacional de políticas não seja tão sólida quanto no passado. Conheça mais da visão de El-Erian sobre a crise: http://bit.ly/2TzNsSZ
O plano de negócios da Petrobras para o período entre 2020 e 2024 foi montado com uma projeção de barril a US$ 50. Ontem, a cotação do Brent ficou em US$ 34. A diferença de mais de 30% dá a dimensão do potencial do estrago da queda da commodity caso os preços demorem a se recuperar. O plano em andamento de venda de ativos também fica ameaçado com o petróleo tão baixo, segundo analistas. Esses dois pontos ajudam a explicar a queda próxima a 30% nas ações da petrolífera ontem, a maior perda diária de sua história. Veja os desafios para a Petrobras: http://bit.ly/2PZfO6Q
O GPA, um dos maiores grupos de varejo do país, elegeu como uma das prioridades em 2020 a expansão da rede Minuto Pão de Açúcar, nome dado aos chamados supermercados de vizinhança ou proximidade. Uma das unidades acaba de ser inaugurada na avenida Paulista, ponto nobre de São Paulo, e conta com sistema de pagamentos em que o próprio consumidor lê o código do produto que vai levar e faz o pagamento no final, sem precisar passar por um caixa. Conheça outras novidades: http://bit.ly/2xjNKVm

Vai ter clima para uma reforma?

A equipe econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes, pretende enviar nesta semana a sua proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional. A intenção é acelerar a agenda de reformas, sinalizar para a sociedade que o governo não está parado e reverter o cenário de melancolia que marcou a economia após a divulgação do PIB de 2019. 

A questão é que a reforma vai ser encaminhada em meio a um cenário de animosidade entre o Executivo e o Legislativo. As relações entre os dois Poderes, que já não iam bem, azedaram ainda mais depois de o presidente Jair Bolsonaro convocar a população a participar dos protestos marcados para o dia 15, próximo domingo. “O político que tem medo de movimento de rua não serve para ser político”, disse Bolsonaro.

O que vem incomodando os parlamentares é que a pauta das manifestações faz críticas ao Congresso e ao Judiciário, por isso alguns enxergam nesses atos uma ameaça às instituições democráticas do país. “Todos sabem que o ato do dia 15 visa constranger o Congresso e o Supremo. A convocação de Bolsonaro para esse evento é fato gravíssimo”, disse no Twitter o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Saiba mais sobre a nova tensão com o Congresso: http://bit.ly/3aBnsfI
 
O apoio de Bolsonaro aos protestos ocorreu logo depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dizer que que o entorno do governo tem uma estrutura para “viralizar o ódio” por meio de fake news e que Bolsonaro afasta investidores ao gerar incertezas sobre seus compromissos com a democracia e o meio ambiente. Leia mais: http://bit.ly/39DgCpO
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Uma eventual falta de apoio do Congresso não será o único entrave para a reforma tributária. Um grupo de empresários defende que sejam feitas mudanças apenas leves no sistema de tributação brasileiro. “Nossa visão é que esse não é o momento para fazer mudanças profundas”, opina Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo. Também integram esse grupo o economista Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal, e o empresário Flávio Rocha, das lojas Riachuelo

A reação evidencia um fenômeno recorrente no Brasil: se é consenso que o sistema é excessivamente complexo, também é verdade que essa complexidade é resultado de uma rede de interesses que vem há mais de duas décadas travando uma reforma mais profunda. Quer saber mais? Leia aqui: http://bit.ly/39AfenV
 
O coronavírus continua fazendo estragos em diversos setores da economia. Entre as empresas mais afetadas estão aquelas que dependem de peças importadas da China, caso da Multilaser. Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser, disse ao 6 Minutos que já estão faltando componentes para produzir smartphones e notebooks. Daqui a alguns dias, outras linhas de produção, como a de tablets, também podem parar por falta de insumos.

Para lidar com essa situação, a empresa planeja dar férias coletivas para os cerca de 2.000 funcionários das fábricas de Extrema (MG) e Manaus (AM). Segundo Ostrowiecki, o consumidor sentirá no bolso os efeitos dessa paralisia na produção: os produtos chegarão mais caros ao mercado, impactados também pela alta do dólar. Quer saber quais são os outros efeitos colaterais? Leia aqui: http://bit.ly/2VRteWx
Encontrar álcool em gel e máscaras no comércio se transformou em uma missão impossível para o consumidor brasileiro após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no país. Um fator que explica a falta desses itens é o aumento da demanda interna e das exportações. Países que também estão passando por surtos começaram a buscar esses insumos em outros locais, inclusive aqui no Brasil.

Os fabricantes também foram pegos de surpresa e tentam se ajustar ao novo cenário. A CNA (Companhia Nacional de Álcool), dona das marcas Cooperalcool e Zulu, criou um segundo turno de produção na fábrica de Piracicaba (SP), e já planeja o terceiro turno. O problema é que já começam a faltar embalagens para o álcool em gel, o que trava a produção. Saiba mais sobre essa situação: http://bit.ly/2VTvIU6
A jornalista brasileira Fabiana Seragusa, que mora na província italiana de Pavia, a 46 km de Codogno, município considerado o epicentro do surto italiano do Covid-19, contou ao 6 Minutos como é viver ameaçada de perto pela doença. Não são apenas o álcool em gel e as máscaras que sumiram. Também começam a faltar alimentos e água mineral, porque as pessoas começaram a estocar depois de terem sido orientadas a não sair de casa.

Ela diz que jogos de futebol, shows, festas populares, missas foram cancelados. Mais cidades italianas foram colocadas em quarentena neste fim de semana. Quer saber mais? Clique aqui: http://bit.ly/3cGiXCh
 
A entrada em vigor do cadastro positivo levou milhares de brasileiros a se perguntar: como faço para melhorar a minha nota de crédito, também conhecida como score (termo em inglês)? Daniel Arraes, diretor de desenvolvimento de negócios da FICO para a América Latina, empresa americana que desenvolveu um dos modelos de score mais utilizados no Brasil e nos Estados Unidos, diz que a busca por crédito pode derrubar a nota do consumidor. Quer saber quais são os outros quesitos que interferem na nota? Leia aqui: http://bit.ly/2PXuzXM
 
O fundador da XP, Guilherme Benchimol, divulgou neste domingo uma nota em seu perfil no Instagram rebatendo as acusações feitas por um investidor vendido (apostando na desvalorização das ações da corretora). Em seu site de relações com investidores, a XP diz que o relatório está “cheio de erros” e demonstra falta de conhecimento sobre as diferentes regras contábeis exigidas pelo Banco Central do Brasil e pelo IFRS (o padrão contábil internacional).

As ações da XP caíram mais de 13% na sexta-feira após de vir à tona relatório feito pelo investidor Nick Winkler, do escritório The Wrinkler Group, que aponta supostas inconsistências apresentadas nos documentos da oferta pública inicial (IPO) da XP na Nasdaq. Quer saber mais? Leia aqui: http://bit.ly/2PZ6Vue
 
A quem você recorre quando tem uma dúvida sobre a declaração do Imposto de Renda? Acredite se quiser, mas muita gente procura no Google soluções para suas perguntas sobre o imposto. A pedido do 6 Minutos, o Google levantou quais são as perguntas sobre IR que as pessoas mais fazem. A principal delas é sobre quem precisa declarar. O IOB respondeu a essas e outras questões. Veja quais são as respostas: http://bit.ly/2wDWeGI

De ponta cabeça

Dólar, juros, PIB. Não importa o indicador, o fato é que o coronavírus, até agora inabalável, vem bagunçando todas as projeções que vinham sendo feitas por analistas para a economia brasileira até a semana passada.

O último Focus, pesquisa semanal do Banco Central com economistas, esperava um dólar a R$ 4,20 no final do ano. Detalhe, a pesquisa foi feita na última sexta-feira. Ainda pode acontecer, mas parecia improvável para quem assistia ontem a cotação escalar para R$ 4,65, a despeito de três intervenções do BC no câmbio.

Há uma semana, também se acreditava em um PIB (Produto Interno Bruto) subindo 2,17%, mas a maioria do mercado está rebaixando suas projeções para menos de 2%.    

Por fim, a expectativa de uma taxa básica (Selic) a 4,25% em dezembro, como indicava o BC até então, também se desfez, com muitos analistas apostando em cortes de 0,25 ponto, 0,5 ponto e até 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, como forma de estimular a economia.

Um exercício mostra o que pode vir por aí: cálculo feito pela Infinity Asset Management mostra que uma queda de 0,5 ponto levaria a taxa de juros real da economia (ou seja, descontada a inflação) para apenas 0,41% ao ano.

Uma Selic real mais próxima de zero tende a estimular investimentos e consumo, mas a dúvida é se a queda chegará com força na ponta e se será suficiente para derrotar os efeitos do coronavírus.

Quer se aprofundar nesse assunto? Vai lá: http://bit.ly/2TGBiqb
 
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Também por causa do surto, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, derreteu 4,65% no pregão de ontem, a 102.233 pontos. No acumulado do ano, a queda já chega a quase 12%.

O desempenho da B3 também está sendo revisado pelo mercado: a XP, maior corretora entre as que não são controladas por um banco do país, reduziu de 140 mil para 132 mil pontos a estimativa para o Ibovespa até o final de 2020: http://bit.ly/2PPZi98
 
Mesmo sem necessidade, muita gente tem buscado fazer o teste para detecção do coronavírus. O exame está sendo oferecido por laboratórios particulares, apenas nas unidades que ficam dentro de hospitais. As empresas relatam um aumento de até 70% na busca pelo teste. Para o paciente, basta ter um pedido médico e fazer o pagamento do exame, cujos preços vão de R$ 180 a R$ 350.

Por causa da perspectiva de novas receitas com a realização de exames, as ações de laboratórios têm ido bem na bolsa de valores. Desde que o primeiro caso da doença foi registrado, os papeis da Dasa (dona das marcas Delboni e Fleury) subiram quase 6%, e as do Fleury 1,3%. No mesmo período, o Ibovespa amarga uma baixa de 8,43%.

Para conferir os efeitos do coronavírus nas ações das empresas do setor de saúde, leia aqui: http://bit.ly/2vyi0vq
 
Quanto mais alto o cargo, menor é a presença de mulheres no comando, e quando se fala de Brasil, essa regra da desigualdade vale ainda mais. No mundo, só 4,4% das vagas de CEO são ocupadas por mulheres, segundo o estudo Mulheres nos Conselhos, realizado pela Deloitte. Entre as brasileiras, esse percentual é menor ainda: apenas 0,8%.

A discrepância vai além da participação nas vagas de comando. Mesmo em postos iguais, as mulheres ganham menos – até mesmo as CEOs. De acordo com a pesquisa de remuneração total da Mercer, o valor dos salários de homens e mulheres permanece mais ou menos igual até o nível gerencial. A diferença começa a aparecer a partir das posições de diretoria. Em cargos de presidente, as mulheres ganham 60% do valor pago aos homens.

Leia mais: http://bit.ly/2Ioj33S
 
Muita gente vem percebendo a vantagem de vender sobras de viagem do dólar, que se valorizou mais de seis vezes o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, que serve de referência para a renda fixa) de agosto para cá.

Segundo a plataforma Melhorcambio.com, a compra da divisa de pessoas físicas por corretoras de câmbio totalizou R$ 172 milhões nos últimos sete meses, alta de 30%. O montante negociado se concentrou em fevereiro, com R$ 36 milhões comprados.

Quer saber mais? Vai lá: http://bit.ly/3aHG4ef
 
A conta do prejuízo com o coronavírus para as companhias aéreas ficará entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões neste ano, segundo a Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos).

O executivo-chefe da entidade, Alexandre de Juniac, propôs que os governos considerem a possibilidade de isentar as empresas aéreas de impostos e outras taxas. “Tratam-se de tempos extraordinários”, argumentou: http://bit.ly/2wxppuS
 

O pibinho veio para ficar?

Pibinho. Foi assim que foi chamado o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019, divulgado ontem pelo IBGE. A economia brasileira avançou 1,1% em 2019, engatando o terceiro ano de baixo crescimento. O raio-x do quarto trimestre mostra que nem mesmo a liberação de recursos do FGTS ajudou a salvar a economia. Entre outubro e dezembro, o PIB cresceu apenas 0,5%, confirmando uma leve desaceleração em relação ao trimestre anterior. 
 
Para 2020, ano que começa marcado pela sombra do coronavírus, as expectativas de crescimento do PIB já começaram a ser revisadas para baixo. A própria equipe econômica admitiu que vai cortar a projeção de crescimento de 2,4% para cerca de 2%. Mas o mercado trabalha com estimativas menos otimistas. A XP Investimentos reduziu sua projeção de alta do PIB de 2020 de 2,3% para 1,8%. O BNP Paribas derrubou sua previsão de 2% para 1,5%.
 
Especialistas ouvidos pelo 6 Minutos disseram que é preciso destravar os investimentos para o país sair da era do pibinho. O problema é que a taxa de investimento, que caiu 3,3% no quarto trimestre, só deve voltar a crescer no segundo semestre. “Quem vai puxar a alta do investimento são os setores de demanda agregada, aqueles em que o empresário sabe que vai vender mais lá na frente”, diz Tiago Tristão, economista da Genial Investimentos.
 
Quer saber o que mais vai influenciar no desempenho da economia em 2020? Leia aqui: http://bit.ly/2VLWihW
 
 
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O dólar voltou a bater novo recorde nominal ontem, fechando o dia em R$ 4,58. Desta vez, a alta foi impulsionada pelo sinal dado pelo Banco Central de que pode fazer novos cortes de juros para administrar possíveis impactos do coronavírus sobre a economia. Saiba mais: http://bit.ly/2ToCIXw
 
O Banco Central do Canadá reduziu ontem a sua taxa básica de juros de 1,75% para 1,25% e disse estar preparado para fazer novos cortes para apoiar o crescimento econômico. Essa decisão acontece um dia após o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) reduzir o juro em 0,50 ponto percentual, em uma medida de emergência para proteger a maior economia do mundo do impacto do coronavírus. http://bit.ly/2IlxENm
 
A cada quatro anos, a eleição dos Estados Unidos volta a preocupar os mercados. Afinal, aquele que chega à Casa Branca comanda a maior potência econômica e política do mundo. Neste ano, a disputa será para definir qual será o candidato democrata que vai enfrentar o republicano Donald Trump em novembro.
 
De duas dezenas de candidatos, dois despontam como os que têm chances reais de conquistar a nomeação. Joe Biden, vice-presidente na gestão Barack Obama, é o favorito e a sua ascensão anima os mercados, que temem o senador Bernie Sanders, político à esquerda no Partido Democrata. Entenda a disputa e as propostas de cada um dos candidatos: https://bit.ly/32SpdSU

 
Fundos de ações que aplicam em apenas uma empresa são uma boa opção apenas para os seus gestores, que são os grandes bancos. Especialistas ouvidos pelo 6 Minutos dizem que não faz sentido colocar dinheiro em fundos de uma única ação. Primeiro porque quem aplica nesse tipo de investimento não diversifica, acaba comprando o papel de uma única companhia. Segundo porque o investidor pode alocar seu dinheiro diretamente naquela empresa, sem precisar de intermediários e sem pagar taxas de administração.
 
Existem atualmente 56 fundos mono ação, como são chamados, acompanhados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), com patrimônio líquido somado de R$ 6,3 bilhões. A maioria é gerida por Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa e Banco do Brasil. Quer saber mais? Leia aqui: http://bit.ly/2wtPMSB
 
Você é do tipo que não pode ver uma promoção que já quer sair comprando? Pensando em pessoas assim, varejistas brasileiros transformaram uma data relacionada ao direito do consumidor em mais um calendário de promoções. Estamos falando do Dia do Consumidor, celebrado no dia 15 de março. A data foi criada para celebrar os direitos de quem compra, mas se transformou por aqui em uma nova versão da Black Friday.
 
Tal como na Black Friday, os comerciantes estenderam a data da liquidação para além do dia 15. Empresas como Casas Bahia, Extra e Pontofrio decidiram fazer a quinzena do consumidor. Entre as vantagens prometidas pelas empresas estão descontos de até 70% e parcelamentos em até 30 vezes em pagamentos com o cartão da loja. Ficou interessado? Leia mais aqui: http://bit.ly/2wwjd6g
 
O problema de quem gasta mais do que ganha é que a pessoa acaba ficando no vermelho. E aí, se ficar com o nome sujo, não pode mais fazer compras a prazo. Pesquisa divulgada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) mostra que três em cada 10 brasileiros terminaram 2019 endividados. Outros quatro conseguiram fechar o ano no “zero a zero”, ou seja, só tiveram dinheiro para pagar as contas. E apenas dois conseguiram guardar algum dinheiro. O efeito disso aparece no planejamento para 2020: 39% pretendem diminuir o nível de gastos. Leia mais: http://bit.ly/2TmU6vF
 
Você troca a gasolina pelo etanol para economizar nas despesas de combustível? Pois essa economia está diminuindo. Os preços médios do etanol subiram em 19 Estados na semana de 23 a 29 de fevereiro ante a anterior, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Em São Paulo, principal Estado produtor, o preço médio do litro de álcool subiu de R$ 3,049 para R$ 3,057. Saiba como os preços se comportaram no mês: http://bit.ly/39q8Ijw