Será que cai mais?

Bom dia,Daqui a pouco, o Comitê de Política Monetária do Banco Central vai divulgar a ata da sua última reunião. O documento dará pistas sobre as chances de um novo corte na taxa básica de juros da economia.Na reunião passada, o Copom decidiu reduzir de 3% para 2,25% ao ano a Selic, o menor patamar da história.Chegamos ao piso? O mercado está dividido sobre isso. O Boletim Focus, que mede a percepção dos principais agentes financeiros do país, aponta para a manutenção dos juros até o fim do ano. Mas já há um grupo, chamado pelo BC de “Top-5” justamente por acertar as suas previsões, que já projeta a Selic a 1,75% ao final de 2020. (Se quiser ler mais sobre isso, fizemos esta reportagem sobre o Focus de ontem https://bit.ly/37Tw7Kn).O leitor do 6 Minutos deve estar se perguntando: Ok, e se os juros caírem ainda mais, o que muda para mim? Há algumas implicações imediatas, e outras tantas indiretas. Boa parte dos investimentos em renda fixa — modalidade favorita de quem tem perfil mais conservador– deve perder para a inflação. A Bolsa pode ganhar mais fôlego, aproveitando a migração dos recursos para a renda variável. E o dólar, ao menos no curto prazo, tende a se valorizar.
As vendas de imóveis para a baixa renda, concentradas no programa Minha Casa, Minha Vida, vêm mostrando muito mais resiliência do que as de propriedades de médio e alto padrão durante a pandemia.Dados de uma pesquisa da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) mostram que, enquanto mais da metade das incorporadoras de médio e alto padrão tiveram uma queda de vendas mais forte por causa do coronavírus, esse percentual é de apenas 10% no caso da habitação popular. Não por acaso, a participação dessa modalidade de financiamento foi crescendo ao longo dos anos, e responde hoje por 79% dos lançamentos e 71% das vendas no país.Há várias explicações para esse fenômeno, mas uma delas costuma ser pouco debatida: muitas famílias de menor poder aquisitivo vêm percebendo que não há muita diferença entre o aluguel e as prestações para pagamento da casa própria. E como os valores das parcelas acabam sendo similares, optam pela compra. https://bit.ly/312y6KZ
2020 parecia um ano perdido para as empresas que planejavam abrir capital na bolsa de valores. A chegada da pandemia do coronavírus e a aversão dos investidores ao risco fizeram com que 20 das 22 empresas que tinham o processo de listagem já iniciado colocassem os seus IPOs (sigla em inglês para abertura de capital) na geladeira. Mas a reação surpreendente das cotações na Bolsa e a necessidade de recursos fizeram com que algumas delas voltassem ao jogo.Um levantamento feito pelo 6 Minutos no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) revelou que 5 empresas desistiram da interrupção do processo de análise. Na semana passada, elas protocolaram novos prospectos de oferta, inclusive já indicando o tamanho do estrago do coronavírus em suas atividades e quais medidas estão sendo tomadas para mitigar os efeitos da crise.São elas: You Incorporadora (construção) Grupo de Moda Soma (varejo), Ambipar (gestão de resíduos), Lojas Quero-Quero (varejo) e Riva 9 (construção). https://bit.ly/37ProcH
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O que fazer se o seu negócio depende de milhares de academias, e todas elas são fechadas do dia para a noite? Esse é o dilema que a pandemia colocou para o Gympass. A startup, que conecta clientes a estúdios e academias, viu seu negócio paralisado em março e decidiu se reinventar. De lá para cá, a empresa: Criou uma plataforma de aulas online que são promovidas pelas academias. Só acessa a plataforma o cliente Gympass depois de logar com o código do check-in.Incluiu nos planos os apps de nutrição, meditação e ioga. Também na área de bem-estar, a empresa firmou parceria com a Zen Club, de atendimento psicológico online.Incluiu a opção de contratar um personal online – já são 500 cadastrados. O resultado, ao menos segundo a empresa, tem sido positivo. Quer saber mais? https://bit.ly/2NlEu7X
Você já ouviu falar no PIX? Se não ouviu ainda, prepare-se para se familiarizar com ele. Trata-se da plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, prevista para operar a partir de novembro.E o que muda para você? Aos poucos, as possibilidades do PIX vão ficando mais claras. Além de facilitar a transferência de recursos e da compensação imediata de pagamentos, o PIX vai permitir que varejistas ofereçam serviço de saque em espécie. Quem adiantou a novidade foi o presidente do BC, Roberto Campos Neto. Mais detalhes, só em agosto. https://bit.ly/2V7y8xb
A Receita Federal abre daqui a pouco, às 9h, a consulta ao segundo lote de restituição do IRPF de 2020. Mais de 3,3 mil contribuintes receberão R$ 5,7 bilhões no lote de maior valor já registrado. O pagamento será feito na conta indicada em 30 de junho. https://bit.ly/2AYZFKv
Pesquisadores da FGV/Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) divulgam às 11h de hoje os dados de uma pesquisa sobre os impactos do coronavírus na necessidade de crédito das micro e pequenas empresas. Uma das conclusões prováveis do estudo é que o volume de crédito concedido não atende às necessidades do setor. A ver.

Bem-vindo a 2010

Um retrocesso de uma década. Esse deverá ser o impacto da pandemia de coronavírus sobre a economia brasileira na hipótese mais otimista, ou seja, de que haverá reação da atividade no terceiro trimestre do ano, segundo estudo do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV.

Como mostra reportagem do 6 Minutos, nesse “melhor cenário”, por assim dizer, a média da produção das empresas, o rendimento dos trabalhadores, os investimentos e o comércio exterior voltarão ao mesmo nível de 2010. É como se o país tivesse entrado em uma máquina do tempo, fazendo com que a riqueza acumulada de lá para cá fosse perdida.

Para essa projeção não ser ainda mais sombria (o dado contempla uma hipótese de queda de 6,4% da economia), não pode ocorrer uma segunda onda de infecção, e nem uma nova quarentena.

Olhar o dado do crescimento por si só pode dar uma sensação de distância. Quando decomposta, a queda do PIB é ainda mais dramática. Começando pelo consumo das famílias, que representam 75% de todo o desempenho econômico.

“Esperamos uma retração de 9% desse indicador neste ano. O dado é especialmente ruim porque o consumo era o motor que vinha puxando o nosso crescimento depois da última recessão, em 2015 e 2016”, pondera Luana Miranda, pesquisadora do IBRE.

Neste ano, ao invés de ser motor, o consumo vai ser uma âncora, puxando o PIB para baixo.

Leia mais aqui: https://bit.ly/30XfWdI
 

Conhecido por ser uma espécie de antecipador do PIB, o IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central, deu uma amostra do efeito negativo da pandemia sobre a atividade: a queda em abril foi de 9,7% na comparação com março, sob impacto da quarentena e do isolamento social.

Apesar do tamanho da queda, o dado veio melhor do que o esperado pelo mercado: https://bit.ly/2BjSjRK
 

O curioso é que, nesse cenário devastador, um fenômeno vem sendo observado pelo Banco Central desde o início da pandemia: exatamente pelo tamanho da crise que estamos atravessando, vem crescendo, e muito, a quantidade de cédulas e moedas em circulação no país.

Dados pesquisados pelo 6 Minutos mostram que nesta semana havia R$ 327,9 bilhões em dinheiro físico no Brasil. Antes do coronavírus começar a fazer estrago por aqui, em 16 de março, esse valor era de R$ 254,1 bilhões.

Uma das razões para isso é o pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600 por causa da pandemia. Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) ajudam a entender esse cenário: 7 em cada 10 beneficiários do programa Bolsa Família não possuem conta bancária, e sacam esses recursos, que foram triplicados por causa do auxílio emergencial.

Além disso, muitas pessoas e empresas vêm sacando recursos dos bancos e preferindo manter dinheiro “embaixo do colchão” como uma reação à incerteza trazida pelo momento atual.

Quer saber mais? Vai lá: https://bit.ly/30ZG8Ej

Sai o vale-transporte, entra o vale-internet. A transformação do home office em política permanente de trabalho vai exigir uma readequação da cesta de benefícios oferecida aos funcionários pelas empresas.

Isso já vem acontecendo. A Soft Trade, por exemplo, oferece um auxílio para pagamento da banda larga doméstica para funcionários que ganham até R$ 3.000. A Loft passou a dar um auxílio de R$ 120 aos colaboradores, independentemente da faixa salarial, para custear os gastos com internet e telefonia.

Além disso, com restaurantes fechados e com as pessoas passando mais tempo em casa, muitas empresas vêm transformando o vale-refeição em vale-alimentação.

Veja mais sobre esse assunto aqui: https://bit.ly/2NaeIn9
 

A chance de um novo corte na taxa de juros básica pelo Banco Central e a alta nos preços do petróleo fizeram a bolsa fechar em alta de 0,6%, na contramão das bolsas americanas. Uma eventual nova redução, por outro lado, determinou nova alta do dólar, que encerrou o dia a R$ 5,37, já que juros baixos tornam o país menos atrativo a investidores estrangeiros: https://bit.ly/2YbUcJ9
 

Em um ambiente de maior concorrência no setor financeiro e do avanço da digitalização, os bancos investiram R$ 8,6 bilhões em tecnologia em 2019, um crescimento de 48% na comparação com o ano retrasado, mostra pesquisa divulgada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Como vem acontecendo nos últimos anos, o mobile banking, que é o uso de bancos através de aplicativos de celular, não para de crescer, e já representa 43,8% das transações: https://bit.ly/311A4vf

Ele vai chamar o Fundo

Quem viveu na “década perdida” de 1980 tem fácil na memória o que significam as três letras da sigla FMI. Nesse período conturbado da economia brasileira, o Fundo Monetário Internacional servia como uma ajuda emergencial ao governo de turno quando havia problemas para financiar a nossa dívida externa. Logo, a lembrança de envolvimento com o Fundo não é das melhores para quem passou por esses tempos. A relação mudou muito desde a estabilização promovida pelo Plano Real e com o aumento das reservas internacionais brasileiras.

A situação extraordinária provocada pela pandemia do coronavírus, que cada vez mais provoca graves implicações no cenário econômico global, fará com que Paulo Guedes peça que o FMI seja ainda mais atuante para enfrentar os desafios excepcionais. Segundo informações obtidas pela agência de notícias Reuters, o ministro da Economia do Brasil usará o discurso que fará durante um encontro virtual promovido pelo Fundo e pelo Banco Mundial amanhã para requisitar que sejam liberados mais recursos do FMI para aumentar a liquidez global. 

Em especial, para os países em desenvolvimento. São esses que, segundo Guedes, estão enfrentando saídas de capital “sem precedentes”, uma queda repentina da demanda externa e um recuo “dramático” dos preços das commodities. 

Em sua fala, o líder da equipe econômica de Jair Bolsonaro vai defender as ações que tomou para mitigar o impacto da crise nas finanças do Brasil. “O país adotou passos realmente extraordinários para combater a pandemia, assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro e a oferta do crédito”, dirá Guedes. “Assim como renda, empregos e negócios. Nenhum cidadão brasileiro será deixado para trás”.

O discurso que Guedes fará nesta arena global tem muita ressonância os mecanismos de sua preferência para enfrentar a pandemia. A busca para disponibilizar recursos para o sistema financeiro atuar na concessão de crédito a pessoas e empresas tem sido a tônica das medidas tomadas por sua equipe: elas liberaram mais de R$ 1 trilhão para garantir liquidez às instituições bancárias. https://bit.ly/3cktGkS
Verdade seja dita, o Fundo já tinha sido protagonista nas notícias desse começo de semana. Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado ontem, o FMI projetou que o Brasil terá uma queda de 5,3% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2020. Caso seja confirmada, será o maior recuo da série histórica, que compila dados desde 1962. https://bit.ly/34Dl86a

As previsões do levantamento para a economia global não são muito melhores. Para o FMI, a retração da economia mundial neste ano será de 3%, um tombo que representaria a pior situação desde a Grande Depressão dos anos 1930. https://bit.ly/2XC4JNG
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A medida provisória que permitiu a redução de jornada e de salários dos trabalhadores formais foi publicada no dia 1º de abril, mas sua execução tem sido marcada por idas e vindas. Apesar de mais de 1 milhão de acordos entre empresas e funcionários terem sido firmados até agora, o tema ainda é alvo de um grande debate jurídico. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu uma liminar em uma ação que questionava a constitucionalidade da medida.

Acontece que os acordos firmados antes da liminar do ministro estão em uma espécie de limbo legal. Como a medida foi regulamentada por uma Medida Provisória, a partir da edição do texto, os termos já estavam valendo. Cerca de 7 mil acordos foram firmados até 7 de abril, quando Lewandowski mudou o entendimento da questão. “O governo provavelmente vai esperar a avaliação definitiva do STF para decidir o que fazer em relação a esses pedidos de antes da liminar”, afirma Dario Rabay, especialista em direito trabalhista do escritório Mattos Filho. Com isso, o pagamento desses trabalhadores pode sofrer atraso em um momento de bastante dificuldade. O 6 Minutosexplica a questão: https://bit.ly/3aaivK0.
Depois de muita lentidão, apelos do governo e receio de empoçamento no sistema financeiro, quatro dos cinco maiores bancos brasileiros –Caixa, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander–, começaram a oferecer linhas de crédito para que micro e pequenas empresas possam financiar suas folhas de pagamento.

Para acessar esse tipo de empréstimo, idealizado pelo Banco Central com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), é preciso ter faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano e não estar inadimplente. Além disso, a empresa que tomar o financiamento não poderá demitir por dois meses os empregados com salários financiados pela linha. Confira as condições e os custos dessa solução no 6 Minutoshttps://bit.ly/34G7bVc
Você recebeu uma mensagem no WhatsApp que oferece acesso ao auxílio-emergencial do governo? Cuidado, Bino, é uma cilada! Dados da produtora de antivírus PSafe mostram que as tentativas de golpes online aumentaram de maneira exponencial em meio à pandemia do coronavírus. Só em março, a empresa contabilizou quase 9 milhões dessas ocorrências, um aumento de mais de 8.000% em relação a fevereiro. Nove em cada 10 tentativas de enganar usuários acontece no app de mensagens preferido dos brasileiros. E os grandes chamarizes são assuntos relacionados ao  covid-19 e à quarentena: além da ajuda de R$ 600, muitos deles oferecem álcool em gel da Ambev grátis e assinaturas sem custo da Netflix.

Aliás, o pagamento da ajuda aos trabalhadores informais tem sido o alvo principal dos golpistas. Há muitos programas falsos com essa temática nas lojas de apps dos sistemas operacionais móveis. Tome muito cuidado antes de sair baixando aplicativos e siga alguns cuidados básicos. Entre eles, instalar uma solução de proteção no seu celular e checar no site de quem produz a solução oferecida a você se as informações da loja batem com as fornecidas pelo desenvolvedor. https://bit.ly/2VcVn9T
A Páscoa foi celebrada no último domingo. Mas um acordo entre a Abicab (Associação da indústria de chocolates) e a Abras (Associação brasileira de supermercados) permitirá que os ovos de chocolate fiquem expostos no varejo até o fim do mês. O objetivo é tentar reduzir os estoques de ovos de Páscoa, já que as pessoas cortaram o consumo de itens não essenciais por conta da pandemia de coronavírus. Além disso, é uma maneira de permitir que as pessoas que não conseguiram comprar, mas ainda têm esse desejo, consigam encontrar os produtos nas gôndolas.

E se ainda não há dados sobre vendas de ovos de Páscoa nas lojas físicas, já se sabe que na internet elas explodiram. Informações da Ebit|Nielsen mostram que os pedidos aumentaram 322% entre os dias 29 de março a 6 de abril de 2020 em relação ao período de 7 a 20 de abril de 2019. Neste período, as vendas online de chocolates em geral subiram 360%. Isso mostra que, em meio ao isolamento, as pessoas deixaram para comprar as lembranças de Páscoa na última hora e que fizeram as compras principalmente online, sem precisar sair de casa. https://bit.ly/2VabIfu
A vida em condomínio nunca foi um mar de rosas. Mas o isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus acirrou ainda mais a difícil convivência entre vizinhos. Antes, os moradores passavam a maior parte do dia fora de casa, seja trabalhando ou estudando. Agora, estão todos trancados dentro de seus apartamentos, 24 horas por dia, impedidos de curtir a vida lá fora. Pequenas diferenças podem ser amenizadas se os condôminos seguirem um conjunto mínimo de regras, segundo Marco Gubeissi, diretor de administradoras da vice-presidência de administração imobiliária e condomínios do Secovi-SP (Sindicato da habitação de São Paulo).

A principal delas, na medida do possível, é tomar cuidado com o barulho. “Aumentou muito o número de reclamações contra vizinhos”, afirma Gubeissi. “Sempre tem gente querendo trabalhar enquanto o vizinho tem filhos pequenos chorando ou jogando bola dentro do apartamento”. Para ajudar você a passar bem por esse período sem se indispor com o morador do 84A que vive reclamando de você para o síndico, o 6 Minutos lista algumas das medidas para manter a boa convivência nos tempos de quarentena: https://bit.ly/3cmESh9.
Fique de olho
Às 8h, a FGV divulga o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) de abril.

Às 14h30, o Banco Central revela o fluxo cambial da semana.
After market
PARA APRENDER – Se você está procurando atividades mais zen para preencher os dias de sua quarentena e anda se divertindo em cuidar das plantas, que tal passar para o próximo nível? Já pensou em ter uma horta em casa? Se você respondeu que sim, mas acha que não tem espaço, a Embrapa pode te ajudar: um curso online para criar hortas em pequenos espaços. O conteúdo é gratuito e dividido em 4 módulos, mas funciona sob esquema de inscrição. As 8 mil vagas de abril já foram preenchidas e a turma de maio ainda não foi liberada. Se ficou interessado, fique de olho no portal E-Campo, da Embrapa, para saber quando se cadastrar: https://bit.ly/2V6ztoq.*EM TODAS AS TELAS – Em uma ilha paradisíaca, mas que enfrenta a tensão que surge entre os ricos donos das casas de sonhos e os locais que trabalham para os primeiros, um jovem encontra o mapa de um tesouro. Acontece que esse mapa era de seu pai, que acabou de desaparecer. John B, então, reúne três amigos que também vivem nessa ilha para buscar com ele esse prêmio misterioso. Essa é a história de “Outer Banks”, série dramática adolescente que estreia hoje na Netflix. A primeira temporada tem 10 episódios, que já estão no ar. https://bit.ly/2xjuYOt.

A internet pode (literalmente) quebrar?

Você tem percebido que sua conexão de internet está mais lenta? Se respondeu que sim, você não está sozinho.

Mesmo com o menor uso corporativo da rede, o consumo de dados aumentou 30% durante o isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus.

É muito mais gente assistindo filmes, séries, jogando e fazendo teleconferências, e essa sobrecarga acaba tornando a conexão mais demorada.

Mas a internet vai aguentar essa mudança no perfil de consumo?

Especialistas em telecomunicações garantem que sim. Mas, além da lentidão, atender toda a demanda já está levando à redução da qualidade das transmissões.

Em especial as redes móveis sofrerão, já que, ao contrário da rede de internet fixa, baseada em fibra ótica ou em cabos, a celular não tem um meio físico – por isso fica mais limitada.

Para driblar esse problema, as operadoras de telefonia celular estão solicitando a autoridades municipais que autorizem licenças especiais para instalação de mais antenas.

Quer saber tudo sobre esse assunto? Leia na reportagem do 6 Minutoshttps://bit.ly/3ejr08U
A maior recessão em 120 anos. É essa a previsão do Banco Mundial para a economia brasileira em 2020: a entidade divulgou ontem que espera que o nosso PIB (Produto Interno Bruto) tenha uma retração de 5% neste ano, pior do que a já catastrófica queda média projetada para América Latina e Caribe (4,6%).

Para o ano que vem, a estimativa é de avanço de apenas 1,5% da atividade, seguido por crescimento de 2,3% em 2022: https://bit.ly/34x5E3J
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O fato é que a pandemia já reduziu a renda de metade dos brasileiros, como mostra um levantamento feito pelo Instituto Locomotiva: https://bit.ly/3aa7Hfi
A quarentena parece não valer para a construção civil: pela cidade, as obras de novos prédios continuam a todo vapor.

6 Minutos explica: as incorporadoras conseguiram autorização para manter projetos, já que o ambiente não requer trabalhadores atuando próximos uns dos outros. Entre as medidas adotadas, estão organização de turnos e aferição de febre dos trabalhadores diariamente.

Mas o setor não vai sofrer com a pandemia? Vai. Investimentos e novas compras de terreno, por exemplo, estão sendo suspensos. Além disso, a expectativa é de aumento dos distratos (quando o cliente cancela a compra de um imóvel e paga uma multa sobre o valor quitado até então).

A avalição é que haverá uma série de renegociações, para se encontrar um meio termo entre empresas e consumidores.

Esse tema te interessa? Então saiba tudo aqui: https://bit.ly/3aa4ZGF
A maioria dos restaurantes e bares estão fechados, e muita gente trabalhando de casa. Nesse cenário, o mundo dos benefícios de alimentação concedidos pelas empresas para o almoço dos funcionários vem mudando drasticamente. A utilização de vales refeição vem sendo realizada nas plataformas de delivery, como iFood, Rappi e Uber Eats.

Ao mesmo tempo, há um forte movimento de restaurantes que estão passando a aceitar essa forma de pagamento e se cadastrando nesses sites. “Essa crise está servindo para uma transformação digital desses negócios, que buscam se adequar ao usuário”, afirma Willian Tadeu Gil, diretor de Relações Internacionais da Sodexo Benefícios e Incentivos.

Leia mais aqui: https://bit.ly/2Xuqcs3
Você sabia que o consumo residencial de energia é menos da metade de toda a carga? E que o fechamento de comércio e de parte das indústrias já levou a uma queda de 18% no consumo total? Para evitar que esse problema, aliado às perdas por causa da inadimplência, prejudique o setor, o governo está preparando um pacote de ajuda: https://bit.ly/39YFub2
Luz no fim do túnel para a guerra do petróleo. Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Rússia e outros países produtores concordaram em cortar a produção da commodity em um volume recorde, representando 10% da oferta global. Medidas para conter a disseminação do coronavírus destruíram a demanda por combustível e reduziram os preços do petróleo, pressionando os orçamentos dos produtores: https://bit.ly/2RxIdSl
Para encerrar, uma boa notícia. O Itaú Unibanco deve anunciar hoje uma doação de R$ 1 bilhão para o combate ao coronavírus. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada ao O Estado de S. Paulo pelo banqueiro Roberto Setúbal: https://bit.ly/2xfeg2M

A falta de emergência

O governo se esforçou para mostrar que está atento às necessidades da população afetada pela crise econômica deflagrada pelo coronavírus. Anunciou logo nas primeiras horas da terça-feira as regras de pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, autônomos e MEIs (microempreendedores individuais). Só faltou prestar atenção à emergência que as pessoas têm de pôr as mãos nesse dinheiro.

A dificuldade em questão diz respeito ao saque:  é que o público desbancarizado, situação muito comum entre quem trabalha na informalidade, receberá a ajuda em uma conta simplificada da Caixa. Só que essa conta não dá direito ao saque em dinheiro. Para conseguir sacar o auxílio será preciso transferi-lo para outra conta bancária.

Aliás, tudo que a Caixa quer evitar é uma corrida desesperada às agências e lotéricas para saque do auxílio emergencial. “Se liberarmos 50 milhões de pessoas para sacar ao mesmo tempo, haverá um colapso do sistema financeiro”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Por isso, o banco fez um cronograma de pagamento do coronavoucher: serão três parcelas de R$ 600 que serão liberadas entre quinta-feira (dia 9) e 29 maio. Quer saber tudo sobre o pagamento do auxílio-emergencial? Leia aqui: https://bit.ly/3e7S634
 
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O auxílio-emergencial pode ajudar a mudar um cenário comum nas periferias do Brasil. Nos bairros mais afastados, muitas lojas estão funcionando a pleno vapor, ignorando a determinação de ficar fechadas. Nesses locais, a falta de dinheiro e o medo de desemprego parecem perigos mais reais que as notícias sobre coronavírus que passam na TV. “A falta de renda é um problema mais imediato para essas pessoas. Nosso cérebro, muitas vezes, só entende o que está perto”, diz a neurocientista Thaís Gameiro

Outros fatores comportamentais explicam a falta de cumprimento da quarentena. “Costumamos não gostar que os outros nos digam o que fazer”, diz Carlos Mauro, presidente da consultoria portuguesa de economia comportamental, CLOO Behavioral Insights Unit. “Pior: se percebermos nossa autonomia violada, uma parte de nós sente compelida a fazer justamente o oposto do que foi recomendado.” Entenda mais: https://bit.ly/3c4ykTV
 
Já as grandes empresas estão mais preparadas para a crise. O Magazine Luiza fechou mais de 1.000 lojas e deu férias para 20 mil funcionários assim que a quarentena foi decretada. Além disso, a varejista vai lançar mão das medidas de flexibilização de salários autorizada pelo governo, como redução do pagamento e suspensão temporária de contrato, para não demitir.

“Reabriremos nossas lojas apenas quando tivermos a mais absoluta segurança de que essa é a decisão certa a ser tomada, naquele lugar, naquelas circunstâncias”, disse em comunicado Roberto Bellissimo Rodrigues, diretor financeiro e de relações com investidores. Saiba mais: https://bit.ly/3e5G2z2
 
No setor privado, uma série de iniciativas tentam irrigar o caixa dos pequenos empresários. A Stone, por exemplo, lançou a campanha “Compre do local, cuide do pequeno negócio” para ajudar lojistas que tiveram de fechar as portas por conta do coronavírus. A campanha atua em duas frentes: colocar dinheiro no caixa das empresas e ajudá-las a continuar trabalhando. Uma das ideias é estimular os clientes a comprar vales-presentes dos comerciantes do bairro. Saiba mais: https://bit.ly/34l3Tq6
 
Está difícil de suportar a quarentena? O isolamento e todas as preocupações em torno da pandemia de coronavírus podem potencializar quadros de estresse, ansiedade e depressão. Assim, tudo que puder ser feito para preservar a saúde emocional neste momento é importante. Cientes disso, muitas empresas estão oferecendo aos seus funcionários o serviço de terapia online, que passou a viver um boom inédito nas últimas semanas.

A plataforma Vittude viu o número de pessoas cadastradas saltar de 30 mil para mais de 100 mil. O acesso aos canais de suporte da plataforma pulou da média diária de 120 para mais de 400. “E os contatos não param de aumentar”, diz a CEO e cofundadora, Tatiana Pimenta. Veja dicas manter a saúde mental neste período: https://bit.ly/39Sn0Jp
 
Está sobrando tempo? Aproveite a quarentena para fazer um curso online e se aprimorar para quando tudo voltar ao normal. Há uma imensidão de instituições de ensino, renomadas ou não, nacionais e internacionais, que passaram a oferecer cursos online gratuitamente. Para escolher o que estudar, Paulo Sardinha, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), sugere que a pessoa analise sua situação, necessidade e curiosidade pessoal. Saiba o que levar em conta na hora de fazer um curso agora: https://bit.ly/3c4xzKz
A adoção apressada do home office está sendo um desafio para as empresas. De um lado, os funcionários tentam se adaptar a uma nova rotina de trabalho, com todas as distrações que a própria casa oferece. Do outro, a chefia luta para manter o engajamento e a produtividade da equipe, mesmo em meio ao cenário de incertezas. Veja dicas práticas para lidar com as equipes a distância:

• Não se apegue às horas trabalhadas
• Converse com cada pessoa individualmente
• Tenha reuniões curtas e frequentes com a equipe
• Faça a gestão da crise

Quer saber mais?
Leia aqui: https://bit.ly/2yDfLrC

Mais que palavras, dinheiro na mão

No front econômico da batalha do Brasil contra o coronavírus, a grande dificuldade é fazer com que os recursos em potencial das medidas governamentais se transformarem em dinheiro vivo nas mãos de quem movimenta a economia. 

Durante o fim de semana, alguns agentes do governo Bolsonaro usaram um vocabulário mais duro. Paulo Guedes, ministro da Economia, reconhece que o R$ 1,2 trilhão liberado pelo Banco Central para ajudar a economia brasileira a passar pela pandemia está “empoçado” no sistema financeiro. Ele sabe que seu principal desafio é levar todo o dinheiro previsto nas medidas de estímulo às duas pontas que realmente importam: empresas e famílias

Roberto Campos Neto, presidente do BC, foi ainda mais longe do que Guedes e afirmou que os bancos brasileiros estão “com medo” de repassar às empresas o crédito concedido pelas iniciativas do BC nesses tempos de crise. No entanto, Campos Neto garantiu que o BC vai fazer uma fiscalização “grande” sobre os recursos que liberou às instituições financeiras: “Temos que dar resposta sobre quanto entrou em cada setor. Queremos construir uma estatística que seja transparente sobre o que estamos fazendo”.

Sobre o crédito à pessoa física, Guedes se mostrou animado com alcance que ele terá. “Pode ser um mendigo. Nós vamos abrir conta digital e ele vai aprender o caminho. A gente ensina como tirar o dinheiro”, disse o ministro. “Mesmo o mais simples brasileiro pode ser ajudado. Não vamos deixar ninguém para trás do ponto de vista de acesso à renda básica, durante esse período”.

No discurso, quem comanda a política econômica deu mostras inequívocas de que o dinheiro precisa chegar. Mas eles podem e devem fazer mais. Nesta segunda-feira, começa mais uma semana sob o jugo da pandemia. Mais uma chance para que finalmente essa urgência nas manifestações se transforme em dinheiro para quem está vulnerável: do informal que se vê sem renda ao empresário que luta para manter os empregos que fornece.
Empresas de vários setores já sentem a deterioração das linhas de crédito, com alta de juros, reduções de prazos e limites de empréstimos no mercado em razão dos impactos da crise do coronavírus sobre a economia brasileira. 

“O mercado subiu bastante o preço, e alguns bancos pararam de liberar caixa”, afirmou Peter Furukawa, presidente da Quero Quero, maior varejista do Rio Grande do Sul. O executivo mencionou que antes da crise era possível captar recursos a uma taxa de CDI + 0,9% ao ano, enquanto, hoje, essas mesmas linhas subiram para CDI + 3,5% ao ano.

Diogo Bassi, diretor financeiro da Petz, que atua no setor de produtos e cuidados para animais de estimação, conta que até o início do ano, era fácil obter financiamento com carência para início da amortização, mas esse prazo foi reduzido com a pandemia. “Nós já tínhamos o caixa alto, mas buscamos aumentar. E isso está ligado também aos fornecedores”, explicou Bassi, referindo-se à necessidade de dar prioridade a pagamentos a parceiros comerciais de pequeno e médio portes, que têm menos fôlego financeiro. https://bit.ly/3aN7IXr
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A paralisação de atividades de serviços por conta do coronavírus atingiu também o ensino superior. Faculdades e universidades tiveram que fechar as portas para os alunos de graduação, mas, diferentemente de segmentos que agora lutam pela sobrevivência, algumas instituições conseguiram não só evitar demissões como mantiveram as atividades. A explicação passa pela decisão do MEC (Ministério da Educação) de autorizar, em caráter excepcional e provisório, por causa da pandemia, que aulas presenciais fossem substituídas por conteúdo à distância. Com esse aval, instituições que já faziam uso recorrente de plataformas virtuais para transmitir conteúdo aos alunos dentro dos limites então vigentes puderam ampliar a participação desse modelo de ensino.

Esse o caso da Kroton, a divisão de ensino superior da Cogna, o maior grupo de educação no país — são 822 mil alunos em cursos presenciais e à distância de graduação. A Kroton suspendeu as aulas presenciais para cerca de 330 mil estudantes em todo o país — são quase 176 unidades próprias — há duas semanas, no último dia 16. Mas decidiu manter as atividades. “Estamos a todo vapor, professores, tutores, diretores. A diferença é que todo mundo trabalha agora de maneira remota, de casa”, disse ao 6 MinutosMarcos Lemos, vice-presidente acadêmico da Kroton. https://bit.ly/2JJnZRg
O coronavírus obrigou várias empresas a liberar o sistema de home office para a maior parte de seus funcionários da noite para o dia. Só que nada foi planejado: colaboradores foram avisados de que começariam a trabalhar de casa dali a alguns dias em uma tentativa de conter a pandemia. O 6 Minutos falou com Ignacio García, antropólogo digital e CEO da Tree Intelligence, sobre o que ele chama de “o maior experimento de trabalho remoto não planejado e forçado já colocado em ação”. Para Garcia, há algumas questões e lições que esse momento excepcional pode nos ajudar a aprender.

– Será que todos nós precisamos trabalhar presencialmente em todos os momentos?

– Como dividimos o tempo do trabalho e o tempo do ócio quando não há mais “fronteiras físicas” que os separem?

– Se não é preciso estar fisicamente no mesmo ambiente para produzir, a expressão corporal fará falta?

– Com mais tempo e repetição da rotina fora do escritório, será possível saber quais funções funcionam bem no trabalho remoto. https://bit.ly/34dJwuK
Em meio à crise do coronavírus, parte dos investidores que deram um passo à frente e colocaram dinheiro em fundos de investimento multimercado para fugir da baixa rentabilidade da renda fixa estão recuando da decisão. Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que essa categoria de fundos, que investem parte dos seus recursos em renda fixa, parte em ações, registrou saída de R$ 5,5 bilhões em março. Desde novembro do ano passado a captação desses fundos não ficava negativa. 

Apesar da redução em relação a meses anteriores, a captação desse tipo de fundo continua positiva. Em março, os aportes superaram os resgates em R$ 7,6 bilhões, o menor valor desde julho do ano passado, mas ainda no azul. “Tem gente que vê a situação atual como uma crise, tem gente que vê oportunidade. Alguns investidores estão apostando em um mercado em recuperação lá na frente”, avalia Vinicius Soares, diretor de produto da gestora de investimentos digitais Monetus. “Os fundos que investem em crédito privado tombaram com força em março por causa da crise” https://bit.ly/3dX0NwT
A pandemia de coronavírus está obrigado empresas a se reinventarem para continuar existindo. É uma questão de sobrevivência: quem não se adaptar a um mundo de portas fechadas corre o risco de quebrar. Para não entrar nessa estatística, a Ri Happy, maior rede varejista de brinquedos do país, decidiu convocar seu exército de funcionários para se tornarem revendedores da marca.

Podem se candidatar ao posto qualquer um dos 4.000 colaboradores de todas as áreas, desde a loja, sede, SAC, centro de distribuição e até mesmo da diretoria. Na visão da empresa, é um movimento que traz ganhos para as duas pontas: o colaborador vai receber uma comissão por cada venda realizada e a empresa tem a chance de garantir alguma receita em um momento difícil, em que sofreu com o fechamento das 280 lojas físicas em meados de março. https://bit.ly/34aMDDZ
O coronavírus provocou um efeito colateral para quem se viu obrigado a cozinhar: os preços dispararam na mesma velocidade com que as pessoas correram aos supermercados para estocar produtos. Para driblar mais essa dificuldade, o 6 Minutos conversou com Michelle Bedolini, especialista em nutrição do Sesi-SP, para saber como aproveitar o você já tem em casa e fazer comida gostosa e saudável sem sair no prejuízo. Confira algumas das dicas:
– O que você quer está muito caro ou sumiu das gôndolas? Faça substituições.
– Compre as frutas e legumes da estação.
– Organize o cardápio pensando na semana toda para otimizar as compras.
– Evite o desperdício aproveitando partes geralmente descartadas, como talos e folhas do brócolis, couve flor e beterraba, para incrementar o arroz do dia a dia. https://bit.ly/39RAjtD

Quer cortar quanto do seu salário?

Ninguém que ter seu salário reduzido. Mas o plano emergencial do governo para preservar empregos durante a pandemia do coronavírus prevê justamente isso: a possibilidade de as empresas reduzirem salários de seus funcionários em 25%, 50% ou 70%. Nesse caso, a jornada de trabalho será reduzida na mesma proporção. A compensação de salários será parcial: 25%, 50% ou 70% do seguro-desemprego. Só que como o valor máximo do seguro-desemprego é de R$ 1.813, os salários maiores serão os mais afetados.

A pedido do 6 Minutos, Clemente Ganz Lucio, técnico do Dieese, simulou como será a mordida no contracheque do trabalhador: nos exemplos analisados, levando em conta uma redução de 25%, a perda final varia de 6,5% (salário de R$ 2.000) a 20% (renda de R$ 10.000).

As más notícias não se restringem à redução de salários. A medida provisória do governo também permitirá a suspensão dos contratos de trabalho por até dois meses. Nesse caso, os salários são suspensos e o trabalhador recebe uma compensação de até 100% do seguro desemprego. Novamente haverá perda de renda, já que o seguro-desemprego está limitado a R$ 1.813.

Sindicalistas e especialistas conseguiram enxergar algum ganho na MP em relação à versão apresentada na semana passada e revogada poucas horas depois. É que as reduções e suspensões só poderão ser negociadas individualmente com trabalhadores que ganham até três salários mínimos (R$ 3.117) ou mais de dois tetos do INSS (R$ 12.202). Para todos os outros casos precisará haver negociação coletiva com o sindicato. “A esperança é que o acordo coletivo consiga melhorar o percentual de reposição salarial”, diz Lúcio.

A justificativa do governo é que essas medidas fazem parte de um plano para salvar 8,5 milhões de empregos que podem ser eliminados se nada for feito para reduzir o custo da folha de pagamento das empresas prejudicadas pelas medidas de contenção da pandemia. Quer saber mais? Leia aqui: https://bit.ly/343cb5F
 
Um pingo de alívio pelo menos para quem não começou a preencher a declaração do Imposto de Renda. O governo adiou de 30 de abril para 30 de junho o prazo final para entrega da declaração. A mudança no cronograma não acontecia desde 1996. A Receita Federal entendeu que apesar do ritmo de entrega estar dentro da média histórica, os contribuintes têm enfrentado dificuldades para reunir documentos ou buscar ajuda especializada durante o confinamento.
 
A Receita anunciou ainda mais duas medidas tributárias: a desoneração do IOF sobre operações de crédito e o adiamento do recolhimento do PIS/Cofins e da contribuição patronal para a Previdência. A desoneração será válida por 90 dias e tem o objetivo de reduzir o custo das operações de crédito. Já o diferimento do recolhimento do PIS/Pasep e contribuição patronal tem o objetivo de trazer um pouco de alívio ao caixa das empresas. Saiba mais sobre essas medidas: https://bit.ly/2USHsnU
 
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Após pressão da sociedade, o presidente Jair Bolsonaro finalmente sancionou o projeto de lei que garante uma ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais e R$ 1.200 para mães responsáveis pelo sustento das suas famílias. Houve três vetos, ainda não revelados.

Já o Senado ampliou o alcance da ajuda emergencial, estendendo o pagamento  do coronavoucher de R$ 600 a homens chefes de família e mães adolescentes. Saiba mais: https://bit.ly/2JvpRgt
 
Não basta a dificuldade para encontrar o produto no supermercado. Agora, os consumidores estão pagando muito mais caro por produtos básicos, como o leite longa vida. Uma caixa de 1 litro, que antes saía por R$ 2,79, agora é vendida por R$ 3,79. O aumento de R$ 1 pode parecer pouco, mas representa um avanço de 35% em curtíssimo espaço de tempo. É muita coisa, ainda mais se levar em conta que as famílias consomem muitos litros de leite por mês.

6 Minutos conversou com especialistas para entender o que está acontecendo. Os supermercados culpam a indústria e fizeram uma denúncia à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) por prática de preços abusivos. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP diz que o leite já sai mais caro do campo para a indústria de laticínios, pois a produção está estável apesar da demanda crescente. Quer entender o que mais pesa nessa conta? Saiba aqui: https://bit.ly/2xC0Du9
 
Alguém aí falou em Páscoa? Pois é, parece que a data está distante, mas não é bem assim: faltam apenas 10 dias para a celebração. Por conta da pandemia de coronavírus, as vendas de ovos de Páscoa encalharam nos supermercados e lojas especializadas, essas últimas agora fechadas. A explicação é que esse é o tipo de compra que acontece por impulso, ou seja, quando a pessoa vai ao supermercado ou passa em frente a uma loja. Mas em tempos de pandemia os consumidores estão mais preocupados em abastecer a dispensa de comida e produtos de higiene e limpeza.

Para driblar esse cenário, as marcas de chocolate estão investindo na venda online e entrega de ovos na casa do consumidor. Algumas, como a Kopenhagen, Brasil Cacau e Lindt, colocaram seus produtos em marketplaces. Também há campanhas nas redes sociais para esticar a Páscoa até junho. Quer saber mais sobre expectativa para a Páscoa? Leia aqui: https://bit.ly/2JtWTO0
 
É normal que a rotina de isolamento social traga à tona o pior e o melhor das pessoas. A recomendação dos especialistas para lidar com o estresse do confinamento é buscar um meio-termo equilibrado entre opostos – não ser tanto hiena Hardy (aquela do “Ó, céus, ó, vida, ó azar!”) nem a Pollyanna, que sempre vê o lado bom dos acontecimentos, mesmo os trágicos.

O psiquiatra e professor Roberto Aymler diz que estamos nos encaminhando para a terceira fase do confinamento – a mais perigosa para os relacionamentos. Depois do pânico inicial e da fase de esperança, agora as famílias começarão a sentir mais intensamente as dificuldades do convívio forçado. “É provável que muitos casamentos acabem nesse período, mas eu recomendaria que isso não fosse feito em um momento de crise.”

A School of Life Brasil fez uma lista de recomendações para lidar com a montanha-russa emocional, como escrever seus pensamentos. Veja outras dicas: https://bit.ly/2Jy9v6Q

A pressa de quem espera

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu o sinal: para ele, o ritmo do governo para viabilizar o auxílio financeiro temporário de R$ 600 por 3 meses aos trabalhadores informais “não parece tão emergencial”. O mecanismo de transferência de dinheiro do governo para aqueles que estão mais vulneráveis em razão da pandemia do coronavírus foi aprovado com rapidez no Congresso Nacional — passou pela Câmara na última sexta e recebeu a chancela do Senado na segunda.

O presidente Jair Bolsonaro, que se diz tão preocupado com as consequências econômicas quanto com as de saúde pública, teve a terça inteira para tomar inciativas práticas para fazer a medida andar, já que o projeto de lei precisa ser sancionado por ele. Em seguida, é necessário que seja editado um decreto com a regulamentação. Por fim, ainda vai faltar uma medida provisória para que sejam liberados os recursos do pagamento no Orçamento. No entanto, Bolsonaro não fez o processo andar.

Para efeito de comparação, o superpacote de estímulo do governo dos Estados Unidos para enfrentar o covid-19, que prevê mais de US$ 2 trilhões para ajudar a economia e teve uma tramitação um pouco mais demorada e espinhosa pelas casas legislativas americanas, foi sancionado por Donald Trump horas após ter sido aprovada na Câmara dos Representantes.

No pronunciamento em rede nacional de ontem à noite, Bolsonaro fez menção direta ao auxílio emergencial quando elencou todas as medidas que seu governo já havia tomado para enfrentar a pandemia. O que ele não deixou claro em seu discurso é que ele não fez o que tinha ao seu alcance para transformar a ideia em realidade para quem mais precisa.

Em tempo: o ministro da Economia, Paulo Guedes, deixou claro, ao responder a Maia sobre a lentidão do Executivo para colocar em prática a ajuda emergencial, que há uma disputa política ainda em curso: “Se Maia aprovar em 24 horas uma PEC de emergência, o dinheiro sai em 24 horas”. A medida citada pelo ministro é a PEC do Orçamento de Guerra, que vai liberar o governo de seguir algumas regras fiscais nos gastos extraordinários devido à pandemia do novo coronavírus. Logo após a mordida, ele assoprou: “A hora é de união, juntos somos mais fortes. Tenho certeza que o presidente Maia quer nos ajudar a aprovar isso”, afirmou Guedes.

Qual será o próximo passo nessa queda-de-braço? Aqueles que esperam qualquer ajuda do governo para ter algum dinheiro em meio à crise aguardam ansiosos.
Uma semana após um pronunciamento em que pediu explicitamente o fim de medidas de isolamento mais duras e defendeu a retomada total da atividade econômica, o presidente Jair Bolsonaro usou novamente uma cadeia nacional de rádio e TV para falar do coronavírus. Desta vez, o tom foi mais responsável ao tratar dos desafios humanos da crise sanitária e de saúde pública, mas sem perder a ênfase dada às consequências da pandemia no mercado de trabalho e na situação econômica do Brasil.

Tentando mostrar alinhamento com a OMS (Organização Mundial da Saúde), Bolsonaro usou parte de uma declaração do diretor-geral da entidade, Tedros Ghebreyesus: “Como disse o diretor-geral da OMS: todo indivíduo importa. Ao mesmo tempo, devemos evitar a destruição de empregos, que já vem trazendo muito sofrimento para os trabalhadores brasileiros”. No entanto, o presidente não fez referência à defesa do isolamento horizontal que Ghebreyesus realizou na mesma ocasião. Pela 1ª vez, o presidente admitiu que não existe vacina ou remédio com eficácia comprovada contra a doença: “O vírus é uma realidade, ainda não existe vacina contra ele ou remédio com a eficiência cientificamente comprovada. Apesar da hidroxicloroquina parecer bastante eficaz. O coronavírus veio e, um dia, irá embora. Infelizmente, teremos perdas pelo caminho”. https://bit.ly/2R1feq1
O 31 de março marcou o fim do mês e também do primeiro trimestre de 2020. Essa fotografia do primeiro quarto do ano já mostra o tamanho do estrago que a pandemia do coronavírus provoca na economia: aqui no Brasil, todas as 73 ações listadas no Ibovespa, o índice de referência da B3, sofreram perdas nos três primeiros meses do mês. Entre janeiro e março, a Bolsa recuou 36,8%, na maior perda para o período desde pelo menos 1994. https://bit.ly/2URd6Cb

Os problemas estão longe de ser exclusividade da realidade brasileira. Nos EUA, um dos principais índices de ações americanos, o Dow Jones fechou o pregão ontem com queda de 1,83%. O resultado levou o índice a acumular uma retração de 23,2% no primeiro trimestre. Foi o pior desempenho trimestral desde os três meses finais de 1987 e o pior início de ano de seus 124 anos de história. O índice S&P 500, o mais abrangente de todos, caiu 1,60% na terça e fechou os 3 primeiros meses com queda acumulada de 20%, o pior período de 90 dias desde o 4º trimestre de 2008, no auge da crise financeira global. https://bit.ly/2R27bJs
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A pancada do coronavírus não é sentida apenas no mercado acionário. Na economia real, os estragos também são bem palpáveis. O preço médio dos alimentos da cesta básica do brasileiro já sofreu o efeito imposto pela pandemia. É o que mostra um levantamento da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A alta chegou a 1,64% no último dia 26 na comparação com os 30 dias anteriores. “Com as famílias mais tempo em casa, houve aumento da busca por alimentos nos mercados”, afirmou a FGV em nota. Os maiores aumentos foram do ovo (+9,04%), feijão preto (+2,24%) e arroz (+1,74%). https://bit.ly/2wRHF2D
Na cidade de São Paulo, desde o dia 20 de março, quando o comércio fechou e a maior parte das pessoas aderiu ao confinamento na tentativa de bloquear a pandemia de coronavírus, o que mais se vê são motoboys e ciclistas de aplicativo andando para cima e para baixo, entregando desde comida de restaurante a compras de supermercado e medicamentos.  

Um abaixo-assinado já reuniu em 4 dias 43 mil pessoas que pedem que os aplicativos (iFood, Uber Eats, 99Food, Rappi, Loggi, entre outros) distribuam alimentação e álcool em gel para os entregadores. Com a pressão, as empresas afirmaram ao 6 Minutos que, desde o último fim de semana, estão distribuindo álcool em gel e divulgaram a criação de fundos de ajuda aos entregadores. https://bit.ly/2R2RZM3
A paralisação quase completa das viagens pelas companhias aéreas – as três grandes do setor no Brasil, Gol, Latam e Azul, reduziram os voos em mais de 90% por causa do coronavírus – fará com que as trocas por produtos passem a representar, durante alguns meses, entre 70% a 80% do resgate de milhas. 

A avaliação é de Bruno Nissental, sócio do Oktoplus, aplicativo que permite comparar o valor de pontos de programas de fidelidade. “Nossos parceiros apontam que houve aumento do resgate de produtos como vinhos, jogos para crianças, equipamentos de ginástica, caixas de som e umidificadores de ar. Ou seja, aquilo que torna o ambiente de casa mais agradável e a quarentena menos estressante”, afirma. https://bit.ly/2Jvxbso
Se tudo o que está acontecendo em decorrência da pandemia do coronavírus já é difícil de processar para os adultos, imagina para as crianças. De repente os pequenos, cheios de energia para gastar, se viram obrigados a ficar dentro de casa, longe da escola e do convívio social com os amigos.

E como explicar para os pequenos que temos um inimigo invisível e que apesar de estar em casa os pais estão trabalhando? A conversa deve ser aberta e tranquila, explicando à criança, em linguagem adequada para a idade. Os pais devem construir um discurso que não deixe a criança com medo ou com raiva, mas as ajude a entender o que é o bem coletivo e a aprimorar o senso de coragem para enfrentar as dificuldades da vida. https://bit.ly/2xJqH6v

Agora tem que entregar

O Congresso aprovou com rara agilidade o projeto de lei que prevê o pagamento emergencial de R$ 600 por mês a trabalhadores informais de baixa renda, como autônomos. A votação no Senado na segunda-feira mostra a gravidade da situação em um país que, antes da crise causada pelo coronavírus chegar, já tinha 12 milhões de desempregados e outros 43 milhões na informalidade ou trabalhando por conta própria. Falta agora a sanção do presidente e a regulamentação para que a lei entre em vigor. E aí vem a parte mais difícil: fazer o dinheiro chegar a quem precisa em um país conhecido pela burocracia. O governo disse que vai usar os bancos estatais para entregar os recursos. Saiba quem terá direito ao benefício: https://bit.ly/2UOL1vm
Enquanto senadores faziam a votação remota em caráter de urgência, o país testemunhava novos capítulos da falta de uma estratégia coordenada de combate ao coronavírus. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deu entrevista em que reiterou as recomendações de isolamento social como forma de conter a propagação do vírus, enquanto o presidente Jair Bolsonaro voltou a colocar medidas para a economia e o emprego em pé de igualdade com o combate à pandemia. Leia mais: https://bit.ly/39wy1jl
A demora do governo em tomar ações diante da crise e a estratégia errática de combate à doença vão cobrar o seu preço no momento em que o país buscar a retomada. “Todos esses erros nos empurram para um custo econômico grande, sem falar no custo de vidas. Quanto maiores forem os erros na travessia, mais difícil será o pós-crise”, afirma Zeina Latif, doutora em economia pela USP e ex-economista-chefe da XP Investimentos. Ela explica por que não se deve esperar uma retomada em forma de “V” quando a crise do coronavírus passar, ou seja, com crescimento acelerado. “Não é como se estivéssemos tirando a economia da tomada para ligá-la de volta”, afirma. Leia a sua entrevista ao 6 Minutoshttps://bit.ly/2QS6FxB
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Neste ano, o dólar se valorizou 30% em relação ao real. A aversão do investidor ao risco e o menor patamar da história para a taxa básica de juros, a Selic, que reduziu a atratividade de aplicações de renda fixa, são causas apontadas com frequência por analistas para a queda da moeda brasileira. Mas são fatores que contam só uma parte da história. O principal responsável pela depreciação do real desde o início do ano foi a queda nas cotações das commodities, que são as matérias-primas que o país exporta, como o petróleo. A mudança de preços respondeu por mais de 70% da desvalorização da moeda brasileira, aponta um estudo da MCM Consultores. Saiba mais e como isso impacta as perspectivas para o câmbio: https://bit.ly/2xyS4Ag
A adoção do home office e o fechamento de restaurantes e lanchonetes em muitas cidades levaram milhares de brasileiros a repensar a sua relação com a cozinha e os alimentos – afinal, não dá para viver só de delivery. Isso significa saber escolher ingredientes no supermercado e buscar os melhores preços, experimentar e aprender receitas para variar o cardápio e preparar refeições saudáveis. O 6 Minutos conversou com especialistas e te passa dicas para que você saia da crise melhor do que entrou: https://bit.ly/2UuBJ8L
Em muitas cidades, bares e restaurantes estão autorizados a funcionar apenas para entregas. Uma salvação em meio à crise, certo? Não é bem assim. Montar um serviço de delivery é caro e muitas vezes não paga a conta de quem tinha uma estrutura de atendimento presencial. A Abrasel, associação de bares e restaurantes, estima que se a quarentena durar até o dia 7 de abril na maioria das capitais, 300 mil pessoas vão perder o emprego no setor. Seria o equivalente a 10% das vagas. E isso em um cenário avaliado como otimista, porque o fechamento do comércio pode se estender por mais tempo. Entenda por que o setor é um dos mais vulneráveis: https://bit.ly/2JnPPCD
Mas não são apenas as pequenas empresas que estão em risco. Metade das companhias que estão na B3, a bolsa brasileira, teria dinheiro em caixa para sobreviver por 3 meses se o faturamento zerasse. É o que revela um estudo feito pelo Cemec-Fipe com a consultoria Economática, que avaliou o caixa e as aplicações financeiras de 245 empresas e as despesas com o pagamento de salários e fornecedores, além de outros gastos operacionais. Um quarto da amostra ficaria com caixa negativo já ao fim do primeiro mês. Saiba mais sobre o estudo e as perspectivas das maiores empresas: https://bit.ly/2JneVl5
Fique de olho
Às 8h, a FGV divulga o Índice de Confiança Empresarial e o Indicador de Incerteza da Economia, ambos de março.
 
Às 9h, o IBGE divulga a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de fevereiro, com a taxa de desemprego do país.
 
Às 9h30, o Banco Central divulga os resultados fiscais do setor público em fevereiro.
After market
EM TODAS AS TELAS: Estreia nesta sexta (dia 3) na Netflix a quarta temporada de “La Casa de Papel”. Para evitar spoiler e não estragar a surpresa, dá para contar que as qualidades (para os fãs) que fizeram a série espanhola se tornar uma campeã de audiência estão novamente presentes: muito caos, reviravoltas e humor ácido no diálogo entre os protagonistas. Em meio à tentativa de roubo ao Banco da Espanha, o cerco se fecha contra o Professor, enquanto um inimigo inesperado emerge para a quadrilha. Assista ao trailer: https://bit.ly/2X2oM7E
 *PARA OUVIR: Michael Stipe, ex-vocalista da banda R.E.M., divulgou no sábado (dia 28) no YouTube a música “No Time For Love Like Now”. É uma versão demo que ele produziu com Aaron Dessner, da banda The National. Stipe, que completou 60 anos em janeiro, tem marcado presença nas redes sociais nestes tempos de quarentena. Ele já havia publicado um vídeo em que canta uma das músicas mais famosas do R.E.M., “It’s The End of The World As We Know It (And I Feel Fine)”, e aproveita para passar recomendações de prevenção ao coronavírus, entre elas para que as pessoas fiquem em casa. Veja a nova música: https://bit.ly/2UuAMxd

Quem dá mais?

De R$ 200 para R$ 600. O valor aprovado por deputados federais na noite de ontem para o pagamento mensal a trabalhadores informais em razão da pandemia do coronavírus foi exatamente o triplo do sugerido inicialmente pelo governo, há uma semana.

A despeito das falas do presidente Jair Bolsonaro minimizando a gravidade da infecção –a última frase de efeito foi que o brasileiro pode mergulhar no esgoto que “não pega nada”–, o fato é que o chefe do Executivo está preocupado, se não com a saúde pública, com sua popularidade.

Uma espécie de leilão ocorrido nesta quinta-feira ilustrou isso. Durante a tarde, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, havia defendido um valor de R$ 500 para o “coronavoucher”, como a ajuda está sendo chamada. No começo da noite, Bolsonaro não deixou por menos e afirmou que autorizou a aprovação de um montante maior, de R$ 600.

Leia mais aqui: https://bit.ly/33SVAS3
 
O texto, que prevê que a assistência seja recebida por no máximo duas pessoas da mesma família, segue agora para o Senado. A dúvida que fica é a celeridade com que o benefício será recebido pelos autônomos: até agora, de cada R$ 100 anunciados pelo governo para o enfrentamento da pandemia, R$ 64 não saíram do papel: https://bit.ly/2xu8n14
 
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O sigilo médico deveria valer para Bolsonaro, em um momento em que a pandemia de coronavírus se espalha pelo Brasil e em que há suspeitas sérias de que o presidente da República tenha contraído (e possivelmente passado para a frente) a infecção?

A resposta, na avaliação de juristas consultados pelo 6 Minutos, é que não. Isso porque o artigo 37 da Constituição prevê que a administração pública deve obedecer aos princípios da publicidade (ou seja, transparência).

Em outras palavras, a população tem direito a saber o estado de saúde do ocupante do cargo máximo do país, em especial quando o que está em jogo é uma doença extremamente contagiosa: https://bit.ly/3bsIqOf
 
A bolsa pode ter subido ontem pelo terceiro dia consecutivo a reboque dos mercados externos, mas a verdade é que a economia da vida real já dá sinais de agonia como resultado da quarentena necessária ao combate da infecção.

Prova disso é que o faturamento das compras com cartão de débito no comércio de vestuário já registra queda de mais de 90%. No caso de bares e restaurantes, o tombo é de 69%, mostram dados de um levantamento da Elo, uma das maiores bandeiras de cartões do país.

Saiba os detalhes aqui: https://bit.ly/2JgUt54
 
As primeiras notícias sobre demissões já começam a aparecer. O grupo IMC, que administra as franquias da Pizza Hut, KFC e Frango Assado, mandará embora 2,1 mil funcionários: https://bit.ly/2wvYFvl
 
Ninguém entendeu. O Banco Central revisou ontem sua previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2020, o que já era esperado. O que provocou estranhamento é que, pelos novos cálculos, a economia brasileira não deve crescer mas também não deve cair neste ano em relação a 2019, na contramão das estimativas de bancos e consultorias, que preveem queda.

Segundo economistas ouvidos pelo 6 Minutos, o BC teve cautela, e está esperando o cenário ficar mais claro para fazer uma projeção mais acurada. “A ideia foi indicar uma previsão mais realista do que a última divulgada, de avanço de 2,2%. Mas não quiseram gerar grandes comoções”, analisa José Marcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos.
Veja mais: https://bit.ly/33MZwnz
 
Onde a bolsa de NY vai, o Ibovespa vai atrás. Durante a crise que estamos vivendo, a correlação entre o Ibovespa (índice da bolsa brasileira) e o S&P 500 (índice da bolsa de Nova York) subiu de 50 pontos para 90 pontos, a maior desde 2008.

Isso acontece porque desde que o coronavírus se tornou um problema sem precedentes, os mercados financeiros estão apavorados, e o clima de pânico diminui a racionalidade nas bolsas. Em situações de estresse, é normal que o comportamento padrão seja o de manada — quando um mercado vai para cima ou para baixo, todos os outros começam a seguir a mesma direção: https://bit.ly/3bxkFVt
 
Para ajudar pequenos negócios que fecharam as portas na contenção do coronavírus, o 6 Minutos elaborou um guia de sobrevivência financeira.

Para isso, conversamos com o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com o Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e com o especialista em recuperação, reestruturação operacional e financeira de empresas, Artur Lopes, sócio da IWER Capital.

Avaliar o potencial do seu negócio funcionar pela internet, manter o contato com a clientela e aprimorar o atendimento a domicílio são algumas das dicas: https://bit.ly/2WLaI2v
Fique de olho
Celesc, Cogna, Eletrobras, Ser Educacional (antes da abertura do mercado) e Restoque (depois do fechamento) divulgam os resultados do quarto trimestre.

Às 8h, a FGV divulga a Sondagem da Indústria em março.

Às 9h, o Banco Central divulga o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) de janeiro.

Às 10h30, o Banco Central divulga os dados do mercado de crédito no país em fevereiro.
 
After market
SUPERAÇÃO – Uma boa pedida para enfrentar esses dias tensos de quarentena é maratonar a série “A Vida e a História de Madam C.J. Walker”, que está na Netflix. A produção conta a história real da primeira milionária negra dos Estados Unidos. Nascida filha de escravos, casou para fugir da pobreza e foi abandonada pelo marido quando seu cabelo começou a cair por causa de alergias. Lavadeira, desenvolveu uma linha de produtos capilares que começou a fazer sucesso e montou um império.
Se interessou? Veja o trailer aqui: https://bit.ly/2WNMZyO

CAPACITAÇÃO EM CASA – Uma dica de cursos que podem ser feitos através da internet para quem está em casa: a USP (Universidade de São Paulo) disponibilizou 8 cursos online gratuitos através da plataforma Coursera, que abordam temas como criação de startups, introdução à ciência da computação e macroeconomia, entre outros.
Aqui vai o link: https://bit.ly/2QRnFEe