Agora tem que entregar

O Congresso aprovou com rara agilidade o projeto de lei que prevê o pagamento emergencial de R$ 600 por mês a trabalhadores informais de baixa renda, como autônomos. A votação no Senado na segunda-feira mostra a gravidade da situação em um país que, antes da crise causada pelo coronavírus chegar, já tinha 12 milhões de desempregados e outros 43 milhões na informalidade ou trabalhando por conta própria. Falta agora a sanção do presidente e a regulamentação para que a lei entre em vigor. E aí vem a parte mais difícil: fazer o dinheiro chegar a quem precisa em um país conhecido pela burocracia. O governo disse que vai usar os bancos estatais para entregar os recursos. Saiba quem terá direito ao benefício: https://bit.ly/2UOL1vm
Enquanto senadores faziam a votação remota em caráter de urgência, o país testemunhava novos capítulos da falta de uma estratégia coordenada de combate ao coronavírus. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deu entrevista em que reiterou as recomendações de isolamento social como forma de conter a propagação do vírus, enquanto o presidente Jair Bolsonaro voltou a colocar medidas para a economia e o emprego em pé de igualdade com o combate à pandemia. Leia mais: https://bit.ly/39wy1jl
A demora do governo em tomar ações diante da crise e a estratégia errática de combate à doença vão cobrar o seu preço no momento em que o país buscar a retomada. “Todos esses erros nos empurram para um custo econômico grande, sem falar no custo de vidas. Quanto maiores forem os erros na travessia, mais difícil será o pós-crise”, afirma Zeina Latif, doutora em economia pela USP e ex-economista-chefe da XP Investimentos. Ela explica por que não se deve esperar uma retomada em forma de “V” quando a crise do coronavírus passar, ou seja, com crescimento acelerado. “Não é como se estivéssemos tirando a economia da tomada para ligá-la de volta”, afirma. Leia a sua entrevista ao 6 Minutoshttps://bit.ly/2QS6FxB
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Neste ano, o dólar se valorizou 30% em relação ao real. A aversão do investidor ao risco e o menor patamar da história para a taxa básica de juros, a Selic, que reduziu a atratividade de aplicações de renda fixa, são causas apontadas com frequência por analistas para a queda da moeda brasileira. Mas são fatores que contam só uma parte da história. O principal responsável pela depreciação do real desde o início do ano foi a queda nas cotações das commodities, que são as matérias-primas que o país exporta, como o petróleo. A mudança de preços respondeu por mais de 70% da desvalorização da moeda brasileira, aponta um estudo da MCM Consultores. Saiba mais e como isso impacta as perspectivas para o câmbio: https://bit.ly/2xyS4Ag
A adoção do home office e o fechamento de restaurantes e lanchonetes em muitas cidades levaram milhares de brasileiros a repensar a sua relação com a cozinha e os alimentos – afinal, não dá para viver só de delivery. Isso significa saber escolher ingredientes no supermercado e buscar os melhores preços, experimentar e aprender receitas para variar o cardápio e preparar refeições saudáveis. O 6 Minutos conversou com especialistas e te passa dicas para que você saia da crise melhor do que entrou: https://bit.ly/2UuBJ8L
Em muitas cidades, bares e restaurantes estão autorizados a funcionar apenas para entregas. Uma salvação em meio à crise, certo? Não é bem assim. Montar um serviço de delivery é caro e muitas vezes não paga a conta de quem tinha uma estrutura de atendimento presencial. A Abrasel, associação de bares e restaurantes, estima que se a quarentena durar até o dia 7 de abril na maioria das capitais, 300 mil pessoas vão perder o emprego no setor. Seria o equivalente a 10% das vagas. E isso em um cenário avaliado como otimista, porque o fechamento do comércio pode se estender por mais tempo. Entenda por que o setor é um dos mais vulneráveis: https://bit.ly/2JnPPCD
Mas não são apenas as pequenas empresas que estão em risco. Metade das companhias que estão na B3, a bolsa brasileira, teria dinheiro em caixa para sobreviver por 3 meses se o faturamento zerasse. É o que revela um estudo feito pelo Cemec-Fipe com a consultoria Economática, que avaliou o caixa e as aplicações financeiras de 245 empresas e as despesas com o pagamento de salários e fornecedores, além de outros gastos operacionais. Um quarto da amostra ficaria com caixa negativo já ao fim do primeiro mês. Saiba mais sobre o estudo e as perspectivas das maiores empresas: https://bit.ly/2JneVl5
Fique de olho
Às 8h, a FGV divulga o Índice de Confiança Empresarial e o Indicador de Incerteza da Economia, ambos de março.
 
Às 9h, o IBGE divulga a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de fevereiro, com a taxa de desemprego do país.
 
Às 9h30, o Banco Central divulga os resultados fiscais do setor público em fevereiro.
After market
EM TODAS AS TELAS: Estreia nesta sexta (dia 3) na Netflix a quarta temporada de “La Casa de Papel”. Para evitar spoiler e não estragar a surpresa, dá para contar que as qualidades (para os fãs) que fizeram a série espanhola se tornar uma campeã de audiência estão novamente presentes: muito caos, reviravoltas e humor ácido no diálogo entre os protagonistas. Em meio à tentativa de roubo ao Banco da Espanha, o cerco se fecha contra o Professor, enquanto um inimigo inesperado emerge para a quadrilha. Assista ao trailer: https://bit.ly/2X2oM7E
 *PARA OUVIR: Michael Stipe, ex-vocalista da banda R.E.M., divulgou no sábado (dia 28) no YouTube a música “No Time For Love Like Now”. É uma versão demo que ele produziu com Aaron Dessner, da banda The National. Stipe, que completou 60 anos em janeiro, tem marcado presença nas redes sociais nestes tempos de quarentena. Ele já havia publicado um vídeo em que canta uma das músicas mais famosas do R.E.M., “It’s The End of The World As We Know It (And I Feel Fine)”, e aproveita para passar recomendações de prevenção ao coronavírus, entre elas para que as pessoas fiquem em casa. Veja a nova música: https://bit.ly/2UuAMxd