A esperança global

Março começou com forte alta nas bolsas americanas, depois da pior semana desde a crise financeira de 2008. O índice Dow Jones subiu 5,09%, e o S&P 500, outros 4,60%. Por aqui, o Ibovespa pegou carona na euforia e recuperou 2,36%. A razão? A expectativa de uma forte ação coordenada do mundo desenvolvido, sob liderança dos Estados Unidos, para conter os efeitos negativos do surto de coronavírus. Ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais de sete dos países mais ricos do mundo, que formam o G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá e Itália), vão participar de conferência telefônica nesta manhã para tratar do assunto. A notícia foi o suficiente para devolver uma dose de otimismo aos investidores. Saiba o que deve ser discutido: http://bit.ly/3csBJgi

Para alguns analistas, no entanto, eventuais anúncios de medidas terão alcance limitado. A alegação é que a injeção de recursos por governos e bancos centrais ou cortes nas taxas de juros não vão reabrir fábricas paralisadas para evitar a propagação do coronavírus, levar empresas em áreas de contaminação a retomar as atividades ou motivar turistas a viajar.
A notícia da reunião veio no mesmo dia em que a OCDE, a organização que reúne 36 das maiores economias do mundo, fez um severo alerta sobre os impactos do coronavírus sobre o PIB global. A entidade alertou que se a epidemia se espalhar pela região da Ásia-Pacífico e pelos países do Hemisfério Norte, ela poderá reduzir em até 1,5 ponto percentual o crescimento global neste ano, que passaria de 2,9% para 1,4%. No melhor cenário, o impacto ficaria em 0,5 ponto. A OCDE fez justamente um chamamento por ações assertivas e coordenadas de autoridades para evitar o pior. Veja o que mais a entidade afirmou: http://bit.ly/2PEzhts
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Apesar da lenta recuperação da economia, o Brasil deve fechar o ano com 411 mil milionários, pessoas com patrimônio superior a R$ 1 milhão. Serão 40 mil a mais do que em 2018. Com “um pouco” mais de dinheiro investido, R$ 3 milhões, já é possível entrar para o seleto clube de clientes do segmento private. Mas, afinal, o que isso significa na prática? O 6 Minutos conversou com os maiores bancos que oferecem essa distinção e te conta. Tem fundo de investimento exclusivo (em que você é o único cotista) a financiamento para a compra de obras de arte e iates com juros baixíssimos, afinal, cliente private não vai ser obrigado a tirar seu dinheiro de ativos bem rentáveis só para fechar um negócio. Saiba mais sobre o cliente private: http://bit.ly/2uJnAue
Por que uma incorporadora decidiria recomprar um imóvel que ela própria vendeu? Pois foi o que a Vitacon decidiu fazer com o lançamento da plataforma iBuyers, em que faz a recompra diretamente do proprietário ou atua na intermediação com interessados no imóvel. A jogada é oferecer liquidez para quem comprar, resolvendo uma das principais dores de quem decide investir em imóveis, nas palavras do seu CEO, Alexandre Frankel. E o que a incorporadora paulistana vai fazer com esse estoque? Ele poderá ser incluído na sua plataforma de aluguel, a Housi, ou integrar um fundo imobiliário. Saiba mais sobre a estratégia da Vitacon: http://bit.ly/32JzssM
Enquanto respiram com a trégua nos mercados, investidores e analistas aproveitam para reavaliar seus portfólios. Um pente fino da forte queda do Ibovespa na semana passada revela quais empresas sofreram mais e quais ficaram relativamente protegidas da onda vendedora que imperou no mercado. Neste último grupo ficaram bancos e empresas do setor de saúde; na outra ponta, companhias aéreas e de turismo e exportadoras de commodities. Veja o levantamento da consultoria Economatica: http://bit.ly/2uSdUhi
A Hypera Farma já havia se destacado como uma das empresas com menor queda nas ações na última semana, perto de 5%. E, ontem, essa queda foi revertida com folga com a disparada de 16,62% no pregão, depois que a empresa brasileira anunciou pela manhã a aquisição do portfólio de 18 medicamentos da farmacêutica japonesa Takeda na América Latina por US$ 825 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões). A operação inclui remédios populares que dispensam prescrição, como o Dramin e a Neosaldina. Leia mais sobre a estratégia agressiva da Hypera Pharma: http://bit.ly/2IfzWNQ
Outro negócio que mexeu com o mercado brasileiro ontem, ajudando a puxar as cotações para cima, foi a proposta de fusão apresentada pela Eneva à AES Tietê. É um negócio avaliado em R$ 6,6 bilhões que pode dar origem ao segundo maior grupo privado em geração de energia no país, considerando os que estão na bolsa. A Eneva, para quem não se lembra, nasceu como a antiga MPX, a empresa de energia da holding EBX, de Eike Batista. Depois da derrocada do empresário, mudou de mãos até ficar com o BTG Pactual e a Cambuhy Investimentos, da família Moreira Salles. O negócio foi elogiado por analistas pela complementaridade de atuação das duas empresas, e as ações da Eneva e as units da AES Tietê dispararam: http://bit.ly/32Ues2R
Um dos maiores executivos e especialistas em gestão da história morreu no último domingo, aos 84 anos. Jack Welch, o lendário CEO da GE, deixou uma carreira bem-sucedida e muitas lições valiosas que são adotadas em companhias de todo o mundo. Em seus 20 anos à frente da GE, ele fez o valor de mercado da empresa saltar de US$ 12 bilhões para US$ 410 bilhões. Ele consagrou a fórmula conhecida como “20-70-10”, que analisava anualmente o desempenho de seus funcionários. Os 20% mais produtivos eram premiados; os demais 70% tinham performance adequada; e os 10% na ponta final deviam ser demitidos. A fórmula caiu em desuso nos últimos anos acusada de discriminar funcionários. Conheça as lições deixadas pelo “gerente do século” ou o “guru dos CEOs”, como era conhecido: http://bit.ly/2VFpSWk